Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/12/2020
O livro “Sofrimentos do jovem Werther” relaciona a ideação suicida como símbolo para uma possível fuga existencial. Todavia, essa romantização do suicídio proposta pelo romance corrobora uma visão reducionista do problema e, por conseguinte, para o aumento do suicídio entre os jovens brasileiros, em especial no que concerne à indiferença a doenças mentais e à omissão da sociedade. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
À vista desse cenário, o autoextermínio perpetua devido, principalmente, a pouca importância dada à saúde mental. Sob esta ótica iminente, o médico psiquiatra Philippe Pinel foi o pioneiro em propor tratamento clínico àqueles que tentam subtrair a própria vida após diagnosticados com doenças mentais. Nessa lógica, a negligência atual com os casos de transtornos psicológicos contraria a ideia pregada por Pinel, porque banaliza o bem estar do corpo social, que, após desgastes mentais, recorre à automorte. Destarte é medular garantir segurança psicológica aos brasileiros.
Outrossim, a inabilidade da sociedade de discutir a questão possibilita a prevenção do suicídio. Consoante a isso, apesar da Organização Mundial da Saúde afirmar que 90% das mortes voluntárias são evitáveis, o Ministério da Saúde aponta, no Sistema de Informações sobre Mortalidade, que essa é a terceira maior causa de morte entre os jovens brasileiros. De maneira análoga, a temática é abordada de forma ineficiente, o que torna as pessoas com tendências suicidas vulneráveis, já que, como visto na pesquisa, é um tipo de morte prevenível que permanece a assolar o território nacional. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de combater essa banalização do suicídio.
Portanto, com o fito de previnir os casos de autoextermínio no Brasil, as escolas devem abordar as temáticas de saúde mental, por intermédio da identificação de comportamentos suicidas e de transtornos psicológicos, que tornam as pessoas suscetíveis ao suicídio. Essas discussões seriam ministradas com o auxílio de profissionais da área e baseadas no Manual de Estatísticas e Diagnóstico de Transtornos Mentais, para que os meninos e meninas aprendam como reconhecer e procurar ajuda antes de recorrer à morte. Assim, a ideação suicida de Werther não será mais solução para os jovens brasileiros.