Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Em 1994, Mike Emme – rapaz norte-americano de apenas 17 anos – tirou a própria vida e motivou o início de uma das campanhas mais relevantes para a sociedade: o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Contudo, o combate ao problema não se mostra efetivo no Brasil, o que faz surgir, a cada dia, outros “Mikes”. Nesse contexto, deve-se analisar que existe pouca importância em relação à problemática, tanto pela sociedade, quanto por aqueles que buscam a morte voluntária.

Em primeira análise, observa-se que a sociedade brasileira dá pouca importância para a prevenção ao suicídio entre os jovens. Isso porque, Johann Goethe – fundador do ultrarromantismo europeu – demonstrava em suas obras que tirar a própria vida seria o símbolo da fuga existencial. Ocorre que a romantização do suicídio proposta por Goethe se converteu em indiferença no imaginário da população brasileira. Em decorrência disso, a morte voluntária entre jovens não recebe atenção necessária, principalmente, aos sinais que antecipam o suicídio, muitas vezes menosprezando e taxando como “mimimi”. Nessa perspectiva é nítido que precisa trabalhar essa problemática.

Além disso, nota-se, ainda que a omissão às doenças psiquiátricas dá lugar à busca pela morte voluntária. Sobre isso, no século XVIII, o suicídio passou a ser tratado como uma atitude derivada de distúrbios mentais, a exemplo da depressão. Nesse sentido, o médico Philipe Pinel foi pioneiro a propor tratamento medicalizado para aqueles que tentam subtrair a própria vida. Todavia, substancial parcela dos brasileiros não dá importância para o tratamento promovido no século XVIII. Por consequência de tal ato, impede que caminhos sejam abertos para poupar o suicídio entre jovens no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para prevenir o suicídio entre jovens no Brasil. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitar agentes de saúde acerca do assunto, para que possam ir em residências mostrar a importância da prevenção contra o suicídio, diminuindo a romantização sobre o assunto. Ademais, para minimizar a omissão de doenças psicológicas entre jovens, cabe as Escolas, criar um projeto pedagógico, instiganto o aluno a escrever sobre como se sente, e com auxílio de  consultas com psicólogos, no qual os alunos sejam estimulados a compartilhar suas angústias, a fim de receber o devido tratamento. Assim, acabando como problema que ceifou a vida de Mike Emme.