Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/12/2020
O livro os 13 porquês relata a história de uma garota que, antes de suicidar,grava em algumas fitas os motivos pelos quais ela tomou essa decisão. Nessa ótica, fora da ficção, a realidade é semelhante, pois muitos jovens brasileiros sofrem com problemas depressivos, síndrome do pânico e ansiedade que, por sua vez, são patologias que podem desenvolver um pensamento suicida nesses indivíduos. Diante disso, os principais fatores que corroboram essa mazela social são: pressão da sociedade e da família no que se refere ao futuro desses jovens e falta de políticas públicas que assista esses cidadãos.
Em primeiro plano, o sociólogo Émille Durkheim defende na obra “O Suicídio” que, embora individual e psicológico, a decisão final por matar a si próprio recebe grande influência de fatores sociais. Nesse ínterim, é fato que o jovem por se encontrar em uma fase de novas descobertas, somada à instabilidade emocional e o medo do desconhecido, muitos problemas mentais começam a surgir. Ademais, a cobrança da família e da sociedade em decidir desde cedo o caminho profissional a seguir e as formas como encarar o mercado de trabalho, faz com que a juventude sinta-se pressionada e, consequentemente, passe a desenvolver pensamentos de inferioridade e inutilidade, fatores que desencadeiam o pensamento suicida. Logo, como forma de prevenir possíveis suicídios na atualidade, a família deve manter diálogos frequentes com a sua prole, apoiando-os e não pressionando-os.
Em segundo plano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos no mundo contemporâneo. Nesse contexto, fica- -se evidente que o suicídio é um caso de saúde pública e que muitas ações preventivas podem ser tomadas antes desse ato. Porém, o sistema de Saúde do Brasil não possui uma rede integrada de psicólogos, terapeutas e neurologistas que atendam de forma efetiva todos os jovens que possuem transtornos mentais, contribuindo, assim, com a manutenção desse caos social. Logo, todos os sinais que podem gerar o pensamento suicida devem ser analisados e tratados, como a depressão e a ansiedade e não julgados e depreciados como acontece, recorrentemente, afinal, essas enfermidades além de ferir o físico desses indivíduos compromete o seu lado emocional.
Destarte, cabe às escolas adotarem um modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio de simpósios, cartilhas e rodas de conversa com terapeutas, para que elas possam pedir as devidas orientações e desabafar sobre problemas pessoais. Outrossim, caso esses profissionais encontrem um menor sinal de depressão ou ansiedade nesses alunos, recorrerão a família, para que, assim, faça um acompanhamento mais efetivo. Ações como essas diminuirão os casos de suicídio entre jovens no território brasileiro.