Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico maior do país, prevê no artigo 6º, o direito à saúde e à educação como inerentes a todos cidadãos brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se reverbera na prática, pois ao observar os meios para prevenir o suicídio entre os jovens, nota-se a dificuldade da universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, sejam eles danos psicológicos e a deseducação.
A priori, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os danos psicológicos. Nesse sentido, uma grande parte dos indivíduos jovens então entrando em caminhos que leva a morte. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que Estado não cumpre a função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a deseducação como impulsionador do aumento de suicídio no Brasil. Segundo o Filósofo educador Paulo Freire, se a educação sozinha não trasforma a sociedade, sem ela tampauco a sociedade muda. Diante do exposto, fica claro que o aumento do suicídio é evidente, com todas as facilidades que os jovens tem, como a acesso a meios letais e a sensação de estar sem saída muitas das vezes por excesso de contas dentro de casa. Logo, é inadmissível que essa situação continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio dos governadores tenha mais investimento em educação, para que os jovens possam se sentir capaz de vencer, a fim de diminuir o suicídio. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna carta.