Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/01/2021
Hannah Baker, personagem da série “Thirteen Reasons Why”, se mata após deixar registrado em treze fitas os motivos que fizeram ela cometer esse ato. Paralelamente à ficção, o número de jovens que se suicidam no Brasil está aumentando gradativamente, necessitando, mais do que nunca, de caminhos para se prevenir o autocídio no país. Porém, antes, faz-se necessário conhecer as principais causas do suicídio a fim de criar possíveis medidas que atenuem essa problemática.
Primeiramente, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, há três principais tipos de suicídio: anômico, altruísta e egoísta. Este último assemelha-se ao caso de Hannah, quando a pessoa não se sente mais parte da sociedade por algum motivo. Preconceitos como homofobia, racismo e gordofobia corroboram com a exclusão social, transformando minorias em anômalos que merecem apenas o desrespeito e o isolamento. Isso demostra, que agressões verbais e psicológicas devem ser extintas para que se evite mais tragédias como perdas de vidas humanas.
Outrossim, vale ressaltar a importância de restringir o acesso a meios letais no país. De acordo com o “Nerdologia” — canal do “Youtube” voltado à divulgação científica — o Reino Unido conseguiu diminuir cerca de um terço dos autocídios apenas trocando o tipo de gás que passa pelas tubulações caseiras. Ora, com apenas um ato simples, os britânicos conseguiram diminuir significativamente um problema social, logo, com mais ações e apoio da sociedade, o Brasil também atenuará os casos de autocídio entre jovens no país.
Portanto, a fim de prevenir o suicídio no Brasil, o governo federal, em parceria com formadores de opinião voltados ao público jovem, deve criar campanhas de conscientização que desestimule os preconceitos e ressalte a importância do respeito mútuo e da vida humana. Além disso, o Estado deve agir de forma a diminuir potenciais lugares de autocídio, como colocar redes de proteção em pontes para evitar que mais pessoas se matem. Espera-se, com isso, que casos como o de Hannah Baker no Brasil sejam atenuados.