Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/12/2020
O movimento do Tropicalismo surgiu durante a década de 1960 por forte influência da luta por direitos de terceira geração - fraternidade e solidariedade. Entretanto, embora sejam vistos avanços significativos na conquista deles, os jovens brasileiros ainda sofrem com a imperícia estatal e, com efeito, vê-se figurar o trágico quadro de suicídio alarmante. Nesse sentido, percebe-se não apenas a configuração de um grave problema, bem como convém ressaltar as causas que perpassam tanto o âmbito político, quanto social, além de requerer a elaboração de caminhos para sua prevenção.
Nessa direção, é importante destacar, a priori, que a falha do Poder Executivo impacta diretamente na vida dos adolescentes. Acerca disso, o Estado, como bem afirmado o economista britânico John Maynard keynes, deve garantir o bem-estar social. Contudo, isso não se aplica ao atual cenário brasileiro, pois a precariedade no sistema de prevenção ao suicídio, com poucos profissionais acecíveis nos postos de saúde básica e nas escolas, além da falta de um projeto que busquem perfis de possíveis vítimas nas redes sociais, por exemplo, com base em dados pré-coletados, demonstração o nefasto panorama. Logo, o descaso do governo fere intrinsecamente um princípio básico: a dignidade humana.
Ademais, a desinformação social sobre o quadro hodierno imprime um dos desafios. Prova disso, o álbum Amarelo do artista Emicida, integrante, por sinal, de uma das manifestações artísticas que foram influenciados pelo Tropicalismo, rap e hip-hop, é aberto com o relato de um jovem que queixa por não ter sua dor existencial compreendida pela sociedade e cogita - inclusive - desistir de viver. Além disso, parte da comunidade subjuga doenças e distúrbios mentais como problemas de menor importância e, quando não, denigre a imagem deles ao associar tal estado à fraqueza ou, até mesmo, à mentira. Isso denota, sobretudo, a existência de ropturas em algumas etapas da comunicação que precisam ser rearranjadas.
Infere-se, portanto, que providências sejam tomadas para minimizar o triste retrato de autocídio no Brasil. Dessa forma, compete à Federação criar o projeto “Valor à Vida”, por meio da destinação de verbas públicas para contratação de mais profissionais da saúde, como psicólogos e psiquiatras, que poderão intervir e ajudar jovens com pensamentos de autoextermínio. Para mais, tais ações terão o objetivo de mostrar que eles são importantes e irão receber a ajuda necessária. Assim, será possível não só fazer jus às teorias Keynesianas, mas também, gradativamente, garantir uma cidadania legítima e plural.