Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/12/2020

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o suicídio entre os jovens no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, sendo estes: a depressão e o bullying.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a depressão no Brasil. Nesse sentido, é valido frisar que a depressão age silenciosamente e deve ser levada muito a sério. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o bullying como impulsionador do suicídio entre os jovens. Segundo dados obtidos do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), tem se observado suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos, em rítmo crescente. Diante de tal exposto, o bullying, por sua vez, é uma prática que propaga o ódio e a exclusão social; as vítimas, por outro lado, sofrem por pertencerem a grupos de minoria. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é importante que o Ministério da Saúde, por intermédio de campanhas midiáticas, informe sobre o suicídio entre jovens no Brasil - a fim de conscientizar a população que este problema não deve ser ignorado. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.