Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/01/2021

Após a crise da bolsa de Nova Iorque em 1929, o índice de suicídios aumentou consideravelmente entre os mais atingidos. Tal evento elucida como o que corre externamente ao ser humano pode levá-lo a atitudes trágicas. Nessa perspectiva, falta respaldo e ajuda entre a sociedade e a atenção devida do Estado para governar a favor dos mais vulneráveis aos fatores desencadeadores de suicídio.

Em primeira análise, os indivíduos portadores de transtornos mentais necessitam de auxílio e aceitação na sociedade. Porém, como demonstrado pela British Broadcasting Corporation, o número de suicídios entre jovens tem aumentado muito, o que mostra que estes não são recepcionados ao apresentarem os síntomas da depressão. Dessa forma, como Zygmunt Bauman escreveu em seu livro “Modernidade Líquida”, a fragilidade das relações advinda do imediatismo, que é a incapacidade de esperar para alcançar algo, é a fonte da frustração e angústia da sociedade moderna. Para fim de exemplificação, as redes sociais, muito frequentadas por jovens, colaboram para o crescimento da frustração, uma vez que a comparação com as postagens intensificam a sensação de estagnação na vida e desencadeia o descontentamento pessoal.

Em segundo plano, a ausência de acompanhamento médico e o aumento de tensões políticas, econômicas e sociais intensificam o transtorno de pessoas depressivas, aproximando-as do suicídio. Desse modo, como no livro “Angústia” de Graciliano Ramos, as crises do Estado Novo de Vargas, as dificuldades na relação familiar durante a adolescência e a comparação com quem possuía mais estabilidade econômica, levou o protagonista a uma profunda depressão. Logo, o agravamento da saúde mental dos indivíduos é diretamente ligado as relações feitas na juventude e as preocupações em torno da vida econômica.

Por fim, os caminhos para evitar o suicídio entre jovens no Brasil é o reajuste do sistema social e governamental. Assim, cabe à sociedade respeito e inclusão dos jovens com predisposição suicída em ciclos sociais, de maneira a amenizar a sensação de frustração ao perceber os desafios da vida de cada um. Além disso, os Ministérios da Saúde e da Economia devem amparar esses indivíduos com acompanhamento psicológico e econômico, por meio da contratação de psicólogos e psiquiátrias em postos de saúde, programas para incentivar a empregabilidade e auxílios financeiros, a fim de garantir tudo aquilo que, se faltar, pode engatilhar a prática suicída. Portanto, somente assim o suicídio entre jovens será devidamente previnido.