Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/01/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse fragmento do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade deparou-se com obstáculos ao longo da sua jornada. O aumento gradativo de casos de depressão entre jovens reflete essa realidade. Ademais, rendo em vista que tal fator tem como principal consequência o suicídio, faz-se preciso uma reflexão, e também, medidas que possam combatê-lo.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que resultado de uma sociedade que considera alguns temas de suma importância “tabus”, fez com que o grito de socorro fosse emudecido, ou seja, o suicídio tornou-se uma epidemia silenciosa. Além disso, a internet tem impulsionado esse fator, uma vez que, jogos como “Blue Whale” – em que os participantes são obrigados a cumprir desafios e o “prêmio final” é a morte – são difundidos a todo momento. Assim sendo, de acordo com o filósofo Platão “ o importante não é viver, mas sim viver bem”, no entanto, viver conforme o pensamento de Platão têm se tornado um desafio cada vez maior na contemporaneidade.
Por conseguinte, presencia-se a depressão entre jovens como corolário do problema. É indispensável salientar que o bullying é um dos principais fatores da depressão, visto que, essa prática cruel acarreta sérios problemas emocionais e psicológicos em suas vítimas. Portanto, é indubitável que tanto a falta de dialogo sobre tais temas “defesos”, quanto a falta de ajuda especializada, ajudam na perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Em primeiro plano, as instituições de ensino, em parceira com a OMS (Organização Mundial da Saúde), devem promover o treinamento de profissionais da educação para identificar tendências depressivas nos jovens e viabilizar palestras que visam o esclarecimento sobre o suicídio, formando debates sobre a questão e evidenciando que há alternativas para sair desse flagelo. Além disto, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo e o zelo e; a mídia, cabe usufruir de seus poder persuasivo para campanhas de valorização à vida e o incentivo à procura de auxílio. Pois, talvez assim possamos começar a tirar essa pedra do caminho e seguir em frente.