Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Ulisses Guimaraes - ex deputado federal e participante da Assembleia Constituinte - ao promulgar a Constituição Federal de 1988, que está em vigor até os dias atuais, fez um discurso marcante com a promessa de tornar a Carta Magna a voz da sociedade rumo a mudança. No entanto, no que se diz respeito ao suicídio, vê-se que os jovens ainda enfrentam barreiras no Brasil. Nesse âmbito, é lícito destacar que não há uma causa em específico para tal entrave, mas, um conjunto de fatores socioculturais que, embaralhados, culminam numa manifestação exacerbada contra si mesmo.
Em primeiro plano, Augusto Cury disse “os suicidas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar a sua dor”. Nesse prisma, pode-se inferir que um dos princípios geradores do suicídio é algum tipo de sofrimento. Logo, é importante analisar o contexto familiar, que é o primeiro lugar que o indivíduo socializa. Perdas de vínculos, afetivos, violências domésticas e doenças mentais e físicas colocam o adolescente em situação de vulnerabilidade.
Em segundo plano, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2% na taxa de autocídio de indivíduos na faixa etária de 15 a 29 anos, de acordo com o jornal estadão. Assim sendo, o cenário escolar é um importante fator que contribui para a taxa de suicídio. Tendo em vista que nas instituições de ensino, os adolescentes lidam como todo tipo de personalidade, há aqueles que praticam bullying, que é uma prática danosa, pois fere a autoestima das pessoas. Por isso, é de extrema importância o acompanhamento dos alunos nessa fase, para evitar esse tipo de situação, que oprime o psicológico dos indivíduos, levando muitas vezes ao desequilíbrio mental.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para dirimir o autocídio no Brasil. Para tanto, o Ministério da saúde em parceria com o Ministério da Educação, devem, a partir de aplicação financeira, investir em profissionais de psicologia nas escolas, para que a saúde mental e autoestima dos estudantes seja equilibrada. Dessa forma, será possível, um maior suporte aos alunos, de maneira que os psicólogos possam conversar e ajudar os indivíduos em problemas cotidianos, “uma vez que é na mudança do presente que se molda o futuro”, afirmou Gabriel o pensador.