Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Na obra “Para filosofar”, o filósofo Cassiano Cordi assevera que a ética tem como o pressuposto a responsabilidade e diligência de cada cidadão com o bem-estar de toda a sociedade. Nesse sentido, ao constatar que o atual cenário brasileiro encontra-se permeado por números expressivos de suicídios, sobretudo entre jovens, conclui-se que o posicionamento incisivo concernente à reversão dessa problemática deve ser efetivada não somente pelo Estado, mas por toda a comunidade. Desse modo é indubitável que a elucidação populacional, bem como a mobilização coletiva afiguram-se como medidas consideráveis para a prevenção do suicídio entre os jovens no Brasil.
Nessa perspectiva, convém ressaltar, a princípio, que atenuar a insipiência populacional sobre a existência e sobre a gravidade do assunto emerge como caminho operativo para prevenir o suicídio no Brasil. Sob essa ótica, cumpre referir a obra “ A crítica da razão pura”, na qual o filósofo Immanuel Kant assevera que o esclarecimento apresenta-se como principal recurso para que indivíduo contemporâneo se desvencilhe de sua “menoridade intelectual. A partir desse raciocínio, conclui-se que a elucidação da sociedade sobre os aspectos inerentes à causa do suicídio, mormente entre a comunidade juvenil, como as possíveis causas e as formas de precaução, torna-se imprescindível para que o país se esquive não somente da condição formulada por Kant, mas também da alta recorrência suicídios. Somado a isso, é patente salientar que a mobilização social - oriunda do processo de conscientização populacional - manifesta-se como caminho significativo para a prevenção de suicídios no território nacional. Por esse ângulo, parafraseando o sociólogo francês Émille Durkheim, na obra “Suicídio”, a falta de solidariedade corrobora a eclosão de uma estado de “anomia social”, com o qual a sociedade mantém-se omissa e apática diante de problemas sociais, o que fomenta o número de casos atrelados ao suicídio. Nessa lógica, lê-se que o envolvimento das instituições sociaisna resolução desse árduo impasse, motivado pelo sentimento complacente, se torna imprescindível.
Portanto, diante da substancialidade de medidas que previnam o suicídio entre os jovens, depreende-se que o Ministério da Educação, em sinergia com o Ministério da Saúde, deve promover a conscientização populacional e estimular a mobilização social , por meio da veiculação de campanhas educativas que visem a elucidaçao da sociedade sobre as motivações do suicídio no período juvenil, a fim de evitar a consolidação da “anomia social” e previnir a ocorrência de novos casos de suicídio. Desse modo, o princípio ético formulado por Cordi, será, de fato, uma realidade que integra o cenário brasileiro.