Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Em 1994, Mike Emme - rapaz norte-americano de apenas 17 anos - tirou a própria vida e motivou o início de uma das campanhas mais relevantes para a sociedade: o Dia Mundial da Prevenção ao Suidício. No entanto, no Brasil, o combate ao problema não se mostra efetivo, o que faz surgir, a cada dia, outros “mikes”, seja pela inabilidade social em discurtir acerta do suicídio, seja pela pouca importância dada aos transtornos mentais daqueles que buscam à morte voluntária.
Em primeira análise, a inabilidade social para discutir o problema, torna-se um empecilho para a resolução do mesmo. Nesse sentido, o fundador do Ultrarromantismo europeu, Johann Goethe, relacionou a ideação suicida aos sentimentos do eu-lírico, em sua obra “Sofrimentos do Jovem Werther”. A romantização do suicídio proposta por Goethe se converteu em indiferença no imaginário da sociedade brasileira, de como que a morte voluntária não ercebe a devida importância, o que se mostra um grave problema social. Nessa perspectiva, não é razoável que os brasileiros menosprezem a ideação suicida e sejam omissos aos comporamentos que a revelem.
Em segunda análise, a pouca importância dada aos transtornos mentais configura-se como um outro fator a ser analisado na busca para a prevençao do suicídio entre os jovens brasileiros. No século XVIII, o suicídio passou a ser tratado como uma atitude derivada dos distúrbios mentais, a exemplo da depressão. Sob essa perspectiva, o médico francês Philippe Pinel foi o primeiro em propor o tratamento médico daquels que tentam subtrair a própria vida. Todavia, substancial parcela dos brasileiros é indiferente aos avanços da psiquiatria, o que representa um obstáculo para que a campanha do Setembro Amarelo, que visa à redução dos níveis de suicídio, cumpra seus objetivos. Logo, enquanto o silêncio da sociedade se mantiver, o mundo será obrigado a conviver com um dos males do século: o suicídio.
Portanto, o problema que ceifou a vida de Mike Emme precisa receber a devida importância no Brasil. As escolas - no exercício do seu papel social - devem desconstruir a visão reducionista do suicídio e dar mais visibilidade aos distúrbios mentais, a exemplo da depressão. Essa iniciativa aconteceria por meio de um projeto pedagógico, que poderia se chamar “Cada vida conta”, no qual os indivíduos seriam estimulados a compartilhar suas angústias, a fim de receber o devido tratemento e, dessa forma, fortalecer a saúde mental e retornar, portantom a vontade pela vida.