Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Conhecida como " o mal do século", a segunda geração do Romantismo brasileiro, ocorrida no século XIX, foi o período em que os heróis românticos encontravam na morte, a fuga para os seus problemas existenciais. Hodiernamente, no Brasil, os elevados índices de suicídios entre os jovens acenderam o sinal de alerta sobre a necessidade de atenuar a problemática. Nesse contexto, faz-se relevante analisar as suas causas na busca por prevenções eficientes.

Mormente, é incontrovertível que a depressão configura-se como uma das causas do problema. Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, resultando que  indivíduo se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. Sob tal ótica, entende-se que o combate à depressão representa uma etapa essencial na lutra contra o suicídio e, já que essa doença é ocasionada, muitas vezes, pelo bullying nas escolas, bem como pelos preconceitos cotidianos, como a homofobia e a gordofobia, torna-se importante que esses obstáculos sejam mitigados. Dessa forma, é notório a imprescindibilidade da união do Poder Público e da sociedade civil, na tentativa de amenizar essa situação frequente na vida dos jovens brasileiros.

Outrossim, é indubitável que a atenção dada à problemática pela sociedade não é a mais adequada possível. Para Émile Durkheim, o suicídio é um fenômeno puramente social. Ao analisar a linha de raciocínio do sociólogo e relacionar com os estudos realizados pelo Ministério da Saúde, que afirmam que o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, percebe-se que o isolamento de adolescentes que, possivelmente, relaciona-se com doenças como depressão e ansiedade, não é devidamente tratado pelas escolas e, sobretudo, por algumas famílias dessas pessoas, podendo acarretar, aos poucos, na visão da morte como uma forte alternativa para acabar com o sofrimento e o “vazio existencial”. Assim, também cabe à sociedade a responsabilidade de intervir nessa questão que, embora caótica, é mutável.

Contudo, depreende-se a indispensabilidade de prevenções efetivas contra essa adversidade. O Ministérios da Educação e Saúde de forma conjunta, devem estabelecer a presença de um psicólogo por escola.Os alunos que apresentem traços depressivos, devem ser encaminhados pelos professores para acolhimento psicológico e se necessário encaminhados ao psiquiatra para uma assistência global das causas e efeitos de tal estado patológico.Nesse contexto a família é de suma importância para a evolução de todo o processo a fim de compreender e assistir ao jovem de maneira empática.Dessa maneira o “mal do século” ,ficará apenas no plano artístico.