Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Em sua obra “Utopia”, Thomas Morus identifica a realização de um lugar perfeitamente harmônico, ideal e livre de problemas, no qual o bem-estar físico, mental e social é garantido. Entretanto, na atual conjuntura sociopolítica brasileira, a realidade vivida é oposta àquela pregada pelo autor, já que problemas de cunho social, como o suicídio entre os jovens, são imbróglios para a concretização da sociedade descrita. Dessa forma, esse quadro anômalo é fruto de crises econômicas e do não acompanhamento das famílias. Portanto, esses problemas, que se tornaram fenômenos sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionados.

Em primeiro plano, é preciso analisar o comportamento percentual de suicídios em períodos de anomalias financeiras. Assim, com a quebra da bolsa de valores de Nova York, em 1929 - momento em que houve uma diminuição concreta dos preços dos produtos industrializados e das ações monetárias, o que levou, empresários e jovens acionistas, à decadência econômica -, foi vista uma exponencial taxa de crescimento de mortes por suicídio. Com isso, em tempos de dificuldades no sistema capitalista, com a frustração da não obtenção do êxito esperado e com sentimentos de desesperança, grande parcela das mortes são voltadas ao jovens que se inserem no mercado, ao passo que enxergam essa opção - a morte - como forma de escapismo. Logo, a reversão do entrave gerado é mister.

Outrossim, é necessária a observação do estímulo de terceiros ao suicídio aliado ao não suporte familiar. Deste modo, medidas escolares e familiares devem ser pensadas para mitigar a questão em pauta. Dessarte, a influência de outras pessoas, participantes do crime, é vista no jogo “Baleia Azul”, no qual há um curador que estabelece desafios diários que culminam no homicídio dos usuários, os quais, com a não assistência necessária para ajudá-los, preferem atingir o objetivo proposto: a morte. Sendo assim, esse fato é intensificado pelo não oferecimento de ajuda e de disposição das famílias que, erroneamente, acreditam ser ideias pessimistas inerentes à fase juvenil e que, então, é efêmera e, além disso, passageira.

Face ao exposto, a resolução das problemáticas supracitadas é imprescindível. Por conseguinte, a Escola - órgão primordial para o ensino -, em aliança à Família, deve promover reuniões periódicas, com palestras que envolvam a presença de psicólogos e de psiquiatras, que tratem sobre a importância da vida e como preservá-la. Por esse caminho, de forma a discutir sobre o suicídio juvenil e como combatê-lo a partir do suporte familiar, alcançar-se-á uma diminuição na taxa de suicídios. Não obstante, é obrigatório que o Ministério da Saúde estimule a ação de profissionais da saúde mental em momentos de crises financeiras. Por fim, chegar-se-á a uma aproximação da sociedade utópica.