Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Na série americana “The Reasons why”, Hanna Baker sofre com boatos que os colegas de sua escola contam sobre ela e, para sair dessa situação, comete suiício. Nesse ínterim, é preciso compreender que o cenário vai além das telas. Hodiernamente, os crescentes casos de suicídio entre os jovens brasileiros devem-se tanto a pressão social vinculada à falta do apoio familiar, quanto ao silenciamento.

Sob este viés, a carência do âmbito familiar, bem como a pressão por determinados padrões em sociedade impulsionam o quadro decisivamente. Segundo o sociólogo Talcoltt Parsons, a família influencia características comportamentais aos indivíduos. Assim, uma família mal estruturada não poderá compreender, e ajudar psicologicamente, os jovens que se encontram pressionados por padrões vigentes na sociedade, como o de beleza e escolha sexual -que podem corroborar para um suicídio-. Logo extinguidos de ajuda, pensamentos suicidas intencificam-se.

Ademais, cabe ressaltar que há jovens que têm pensamentos de suicídio, mas preferem guardar para si. De acordo com o filósogo Jürgen Habermas, na estrutura da linguagem cotidiana, o indivíduo, com uma primeira frase proferida, tem uma inteção de ser compreendido. Porém, ao não optar pela ação comunicativa de Habermas, os jovens têm maiores chances de por um fim na própria vida. Dessa forma, o suicídio se torna uma opção para aqueles que desejam abdicar das suas dores, mas não se sentem confortáveis para falarem sobre o assunto.

Portanto, medidas são necessárias para prevenção do suicídio entre os jovens brasileiros. Para tanto, o Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde deve fomentar a criação de um projeto - Vidas Importam- nas escolas. Por meio de palestras entre pisicólogos e professores, na presença de pais e alunos. A fim de debaterem a importância da saúde mental e evitar a propagação do autocídio. Dessa maneira, menos Jovens iram cometer o mesmo que Hanna.