Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/01/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, no artigo 196, é garantido a todo cidadão o acesso à saúde que é um dever do Estado tal como a prevenção de doenças. Todavia, no Brasil, essa garantia constitucional não é efetivada pelo Poder Público no que tange a prevenção do suicídio e o tratamento dos transtornos mentais que ocasionam esse mal. Nesse sentido, é imprescindível compreender como essa problemática perpassa a não tratamento e prevenção de doenças precursoras do suicídio como a depressão e a colaboração da alienação parental nesse processo.

Em princípio, vale destacar a série da Netflix, “13 Reasons Why”, a qual é narrada pela personagem Hannah Baker, uma jovem que sofria depressão por conta do bullying sofrido na escola, do isolamento e da solidão e, com isso, tirou a sua vida. Transpassado a ficção, na realidade atual, os males predecessores dos suicídios dos jovens brasileiros são próximas as da personagem e, assim como ela, esses enxergam o fim da própria vida como a libertação desses males. Portanto, faz-se necessário tratamento e amparo profissional para “matar” a dor causada nesses indivíduos por conta desses males e, por consequência, evitar que esses tirem a própria vida.

Nesse viés, cabe ressaltar que de acordo cm a Organização Mundial da Saúde o Brasil é o 8º país na lista de casos de suicídio na faixa etária de 15 a 29 anos e é a segunda causa de morte no país. Mas na maioria dos casos os jovens não buscam ajuda, explicitamente, na família por medo da falta de apoio, entretanto, geralmente dão sinais de que não estão bem. Logo, é importante que informação sobre a causa e os sintomas da depressão seja disseminada para que os pais e responsáveis conversem com seus filhos proporcionando um ambiente de confiança além de, se necessário, saber notar os sinais comportamentais que indiquem a depressão nos jovens. Dessa forma, a alienação parental deixará de ser colaboradora no aumento das estatísticas do suicídio no país.

Por fim, é evidente a imprescindibilidade de instaurar medidas para amenizar o quadro atual.Destarte, cabe ao Ministério da Saúde criar um projeto de expansão da oferta de saúde pública, preferencialmente destinada ao tratamento de distúrbios psicológicos, mediante investimentos assíduos em construções de clínicas psiquiátricas e na contratação de profissionais especialistas da área, a fim de garantir aos indivíduos que possuem tendências ao suicídio à ajuda. Além disso, a mídia nacional deve, por meio de emissoras abertas de televisão e das redes sociais, divulgar informações sobre a depressão, a fim de conscientizar e informar a população a respeito do assunto e, assim, tornar a família uma rede de apoio.