Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Hannah Baker é uma adolescente na série, produzida pela Netflix, 13 Reasons Why, que tira sua própria vida depois de uma corrente de acontecimentos e que, após pedir ajuda e não ser atendida, não vê outra solução a não ser a de se suicidar. Indubitavelmente o número de casos como o da personagem interpretada por Katherine Langford, nos mostra que, infelizmente, a vida imita a arte e a taxa de crescimento de mortes por suicídio, que tem crescido a cada ano, comprova a importância de quebrar o tabu e conversar não somente como prevenir esta questão, mas com a própria juventude.
Em primeiro lugar, somente no Brasil, em 2016 foram registrados 13.467 casos de suicídio, segundo a OMS; no mundo inteiro, por ano, são cerca de 800 mil mortes, deixando em evidência que não são casos solados e que devem ser tratados com seriedade. Vale ressaltar que o que pode levar o jovem a esta decisão não está relacionado a somente saúde mental, como transtorno bipolar ou depressão, mas também ligado a ausência de tratamento, conflitos relacionados à orientação sexual ou, ainda, a falta de expectativa no futuro — associado ao baixo desempenho escolar, insatisfação com a própria aparência ou excessivas cobranças dentro de casa. Portanto, tendo em vista que a morte de uma pessoa não afeta somente a ela, mas também seus familiares, é indiscutível a necessidade de uma solução que ajude a mocidade contemporânea a não tomar tal decisão, para que haja queda nesses números alarmantes apouco citado.
Ademais, a Constituição de 1988, garante, dentre outras coisas, a saúde para todos os cidadãos e, conforme o filósofo germânico Hazel diz, o Estado tem o deve de cuidar da população, pois ele é o pai dela. Temos, então, a visão ampla de que os casos de suicídio não são somente “problema” do órgão de saúde ou da escola, mas o próprio governo precisa encarar a situação como uma realidade e, não, como popularmente na internet é falado, uma frescura da juventude ou desejo de chamar atenção; muito pelo contrário, são vidas humanas que por não o ajudarem a enxergar uma solução, acreditam que a única saída é a morte. Logo, o Estado precisa agir, pois, parafraseando o físico Isaac Newton, um problema tende a permanecer problema, caso uma força resolutiva não lhe seja aplicada.
Assim, chega-se a conclusão de que o Governo deve investir em formas eficazes que ajudam os jovens, dando apoio às escolas para contratação de psicólogos e psiquiatras que podem, não somente palestrar para o coletivo, mas conversar particularmente e se mostrar disposto a amparar o indivíduo; além disso, é preciso que os pais procurem orientar e conversar com seus filhos, assegurando-os e os deixado à vontade para desabafar, para que, então, vidas preciosas de jovens como a de Hannah Baker, não sejam tiradas precocemente.