Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/06/2021
Em âmbito nacional, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca do suicídio entre os jovens brasileiros e sua relação com a saúde pública. Nesse viés, enquanto o senso comum se limita a apontar responsáveis e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais atestam a urgência de posturas coesas e socialmente mias engajadas. De fato, segundo o Conselho Nacional da Saúde, há um nexo entre o aumento dos números de suicídios e a vulnerabilidade social que afeta mais de 30% dos brasileiros.
De início, faz-se imprescindível avaliar práticas e ideologias em torno do papel do Estado no tocante ao combate ao suicídio. Nessa direção, de acordo com a Constituição Federal, de 1988, em seu Artigo 196, a saúde é direito de todos e dever do Estado a ser garantida mediante políticas públicas equitativas. Nesse sentido, deve-se admitir a superficialidade e a pouca eficiência de iniciativas como peças publicitárias e informativas, como o “Setembro Amarelo”, que apesar de relevantes, não conseguem incitar posturas proativas a favor do combate ao suicídio.
Além disso, diante dos altos índices de suicídio na juventude, mais do que conceber teorias, é preciso efetivar medidas concisas, enfáticas e pontuais. Nesse prisma, faz se imperativo enfatizar que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, uma das principais causas do suicídio, é reconhecida como a doença do século e é mais evidente nas camadas de baixa renda que não têm acesso ao tratamento em seus sistemas de saúde. Sem dúvida, mesmo sendo um dos poucos países a disponibilizarem amplo acesso à saúde, o Brasil, ainda demonstra fragilidade nesse setor e requer aprimoramento de sua gestão.
Em suma, frente à complexidade dessa temática, torna-se decisivo instituir corresponsabilidades. Portanto, o Poder Executivo, , por intermédio do direcionamento de verbas do Tesouro Nacional, deve investir no aprimoramento do sistema de saúde pública, para ampliar o acesso ao tratamento e à assistência psíquica, como forma de aprimorar a eficácia na oferta da oferta dos serviços de saúde pública. Ademais, os veículos da mídia, através de mediações informativas, necessita instigar senso ético na gestão da saúde e, com isso instituir maior engajamento com a otimização dessa realidade.