Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/08/2021

No século XX, após a queda da bolsa de valores de Nova York, a chamada Crise de 1929, também conhecida como A Grande Depressão, administrou diversos registros de casos de suicídio por todo o mundo em razão do colapso econômico e social vigente. Similarmente a essa época, no Brasil, os jovens- acometidos por extremas pressões socioculturais- consideram o suicídio como caminho para a fuga da realidade problemática que vivem em meio sociável. Nesse contexto, Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do suicídio ser tratado como tabu na sociedade, mas também pelo preconceito que pontencializa a visão de anormalidade e de despertencimento social do indivíduo.

Deve-se pontuar, de início, a negligência na abordagem de assuntos relacionados ao suicídio na sociedade brasileira . Então, de acordo com o pensamento Durkheimiano, o ser é aquilo que a sociedade faz dele e, consequentemente, suas ações e seus pensamentos são frutos derivados de uma cultura estabelecida pelo núcleo amplamente sociável. Dessa forma, assim como explanado por Durkheim, o grupo social que aborda o suicídio e sua realidade como tabu tem, por conseguinte, jovens socialmente vulneráveis no que tange à inconstância emocional e comportamental e à exclusão social, uma vez que a construção do pensamento empático e resiliente para o auxílio de indivíduos com tendências suicídas é levado ao descaso.

Ressalta-se, ademais, os preconceitos enraizados na cultura brasileira que constroem paradigmas sociais associados ao jovem. Tendo em vista a série “13 Reasons Why”, que aborda a história de uma jovem que suicidou, a obra aproxima diversos sinais de uma pessoa com pensamentos suicídas aos outros personagens e que, consequentemente, desenvolvem conhecimento e consciência social a respeito do assunto. Entretanto, diferentemente do que ocorre na série, a cultura verde e amarela acostumou-se a intesificar as pressões sociais dos jovens a medida em que, a exclusão social e a ignorância dos fatos se tornaram alternativas para afastar uma realidade próxima a todos os cidadãos.

Evidencia-se, portanto, a persistência de obstáculos estruturais na prevenção ao sucídio. Nesse âmbito, compete ao núcleo familiar-órgão de maior autoria e influência-, conjuntamente aos profissionais da área da saúde, auxiliar o desenvolvimento da resiliência dos jovens, por meio de diálogos instrutivos e de acompanhamento do progresso pessoal, com o objetivo de utilizar a abordagem familiar e a profissional como suporte para tratar abertarmente sobre o assunto. Além disso, a mídia deve desassociar os paradigmas vinculados à pessoas com tendências suicídas, por intermédio de propagandas informativas, com o intuito de desenvolver a empatia, a consciência social e o respeito. Feito isso, o Brasil estaria preparado para reconfigurar a realidade- infeliz- dos jovens.