Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 11/10/2021
A Lei da Inércia, de Newton, relata que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber, no Brasil, a mesma condição no que concerne à questão dos caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens. Nessa perspectiva, observa-se a ascensão de um grave óbice, em virtude da ineficiência legislativa e o silenciamento social.
Sob esse viés, a omissão governamental caracteriza-se como um complexo dificultador. A Constituição Federal de 1988 é a lei brasileira básica que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que tange à prevenção ao suicídio entre a juventude brasileira, uma vez que, o transtorno continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, sua solução torna-se distante.
Ademais, outro empecilho encontrado é o silenciamento coletivo. O filósofo Foulcault defende que, na sociedade pós moderna, alguns assuntos são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, é perceptível uma lacuna no que se refere ao aumento de suicídio entre os jovens do país, logo, sem diálogo sério e massivo sobre a problemática, sua resolução é impedida.
É evidente, portanto, que medidas estratégicas devem ser tomadas para mudar esse cenário. Sendo assim, é imprescindível que o Estado - principal promotor da harmonia social - promova “workshops”, em parcerias com as escolas, com recursos oriundos da União, os quais abordarão as consequências negativas dessas ações e como combatê-las e ajudar as vítimias. Com a finalidade de propor diferentes soluções em conjunto com os alunos e alcançar o bem-estar social. Dessa maneira, a proposição da carta magna será concretizada.