Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/11/2021

De acordo com o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que permitiria a contemplação de todos. Entretanto, hodiernamente, a dificuldade em lidar com ações no combate ao suicídio aos mais novos tem contrariado o antigo pensador, uma vez que situações deliberadas acometem milhares de famílias canarinhas. Nesse contexto, possíveis caminhos para a prevenção das mortes dos adolescentes são uma educação de qualidade, além de maiores informações aos pais.

Diante disso, é válido destacar que a fraca instrução nacional dificulta o combate à essas mortes. Nessa perspectiva, o elevado número de juvenis que tiram a própria vida é fruto de uma orientação que não trata da importância do tema, uma vez que, segundo o filósofo Platão, as injustiças são resultado de uma educação deficitária. Sob esse viés, o Ministério da Educação -MEC- é falho ao não promover medidas que diminuam os casos de óbitos programados, como a ausência de disciplinas que dialoguem sobre o assunto nas instituições de ensino brasileiras. Por conseguinte, consoante o site Viva bem, quase 15 mil pessoas tiraram a própria vida entre 2014 e 2019 no país - cerca de 55% desses indivíduos  tinham  menos de 35 anos. Logo, verifica-se a necessidade de, mediante uma instrução eficiente, reverter esse cenário.

De modo complementar, a falta de informação sobre a temática é mais um empecilho para o progresso. Nesse sentido, conforme teóricos do determinismo geográfico, o homem é produto do meio, sendo fruto do que o ambiente ao redor possui para ofertá-lo. Nessa ótica, a desinformação do meio social a respeito de alternativas para impedir o suicídio se frutifica na continuidade desse panorama perverso, ou seja, a falta de informação impede que as pessoas reconheçam a existência do problema e o revertam. Dessa forma, enquanto o corpo social promover o desconhecimento, a consequência será de indivíduos que não têm sua vida preservada.

Em síntese, observa-se que medidas são necessárias na educação e no conhecimento da população. Destarte, o MEC deve, por meio da criação de uma disciplina, instruir os estudantes sobre a importância da preservação da vida. Assim sendo, a matéria tem de ser ministrada nos 3 anos de ensino médio, visto que é nesse período que começam a surgir pensamentos suicidas. Por fim, o ato tem como finalidade de que o número de jovens que tiram a própria vida possa diminuir. Ademais, o MEC precisa, por intemédio da mídia, grande propagadora de informações, divulgar quais alternativas podem ser efetuadas por amigos ou parentes de pessoas com problemas psicológicos. Em suma, ação é levantada para que a sociedade ajude a impedir mais mortes.