Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/01/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço de assistência aos jovens e o tabu sobre o tema impedem que essa parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no sistema de assistência social.
Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de suicídio entre jovens, corrobora a ideia de que eles são vítimas de um histórico-cultural. Nesse ínterim, a cultura censurada sobre essa tese prevaleceu ao longo dos anos a ponto de enraizar-se na sociedade contemporânea, uma vez que, doenças como depressão e ansiedade são mal vistas até hoje na comunidade. Desse modo, um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) mostra que, no Brasil, a média de Médicos psiquiatras por 100 mil habitantes é de 5,70, comprovando que, essa falta de visibilidade resultou em uma carência de profissionais preparados para acolher esses indivíduos.
Outrossim, é válido salientar que a autodestruição está presente em todas as camadas sociais, visto que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio é a segunda maior causa de morte de pessoas no mundo. Deste modo, o filósofo Albert Camus alerta sobre a importância de se refletir essa questão, julgando-a como principal problema a ser debatido pelo homem. Portanto, faz-se necessário, uma desconstrução de um passado fechado, dando oportunidade a abertura de diálogos sobre o suicídio.
Torna-se evidente, portanto, que a questão do suicídio exige medidas concretas, e não um belo discurso. É imperioso, nesse sentido, uma postura ativa do Ministério da Saúde, juntamente com as escolas em relação à visibilidade do tema, por meio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, visando ampliar a concepção dos indivíduos sobre essa tese, direcionando esses trabalhos aos jovens em questão. Ademais, cabe também aos governos municipais incentivarem o diálogo dentro das famílias, por meio de canais em mídias, objetivando uma proximidade dos jovens com o problema, a fim de combatê-lo. Dessa forma, será possível aplicar o suicídio como um assunto a ser refletido como Albert Camus propõem.