Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/03/2022

O quadro “O Grito”, de Edvard Munch, retrata a angústia e o medo refletidos na face do personagem. Similar à obra, os jovens brasileiros precisam conviver com tais sensações, fato que leva alguns deles a cometer suicídio. Nesse sentido, pode-se observar que essa atitude não é tomada repentinamente, pois suas vítimas costumam ter históricos de problemas preexistentes - a exemplo do bullying e de transtornos mentais. Assim, faz-se necessário o debate acerca do impasse.

Com efeito, cabe mencionar o conceito de “Banalidade do Mal” da filósofa alemã Hannah Arendt, o qual afirma que a pior maldade é aquela vista como algo corri-queiro. Nesse viés, percebe-se tal teoria refletida na realidade das escolas brasilei-ras, uma vez que o bullying praticado em muitas delas é banalizado. Entretanto, a prática citada é preocupante, pois pode causar danos irreversíveis, como o suicí-dio da vítima - já que ela é diariamente oprimida, degradando sua saúde pouco a pouco. Logo, fica clara a urgência de diminuir a violência sistemática nas escolas.

Paralelo a isso, observa-se também a alta incidência de transtornos mentais en-tre os jovens no Brasil. Nessa perspectiva, vale ressaltar que a escassez de políti-cas públicas eficientes para ajudar a tratar as pessoas acometidas pelas condições mencionadas, revela a negligência estatal - tendo em vista que tal problemática pode levar essa parcela dos cidadãos a cometer o autocídio. Dessa maneira, é inegável que a atual conjuntura brasileira está apoiada na teoria da “Invisibilidade Social” da escritora Simone de Beauvoir (a qual refere-se às pessoas que são ignoradas e colocadas à margem da sociedade), cenário que precisa ser revertido para o bem maior da população.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para prevenir o suicídio en-tre os jovens no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação implementar um projeto, cuja finalidade seja reduzir os casos de bullying nas escolas, por meio de campanhas nas instituições de ensino, as quais visem estreitar os laços entre o corpo discente e os alunos, encorajando-os a delatar possíveis agressões, para que possam ser coibidas. Ademais, cabe às prefeituras elaborar programas, os quais, por meio de propagandas midiáticas, objetive impulsionar os jovens a tratar qualquer possível psicopatologia. Desse modo, o problema será atenuado.