Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 13/03/2022
O Efeito Werther é um termo criado por David Phillips em 1974, que é o suícido em massa após a divulgação exarcebada de um caso suicida. Nesse sentido, tal efeito é difundido entre jovens brasileiros em estado de vulnerabilidade mental, visto que a romantização feita pela mídia sobre o suicídio e a banalização de transtornos psíquicos retiram a seriedade do assunto e dificultam a prevenção do mesmo. Desse modo, o combate ao ato suicida é um problema que segue desamparado, devido a negligência midiática, governamental e social que insistem em tratar o suicídio como tabu.
Certamente, o processo de globalização iniciado na Revolução Técnico-Científico-Informacional possibilitou o surgimento da indústria cultural, que para Adorno e Horkheimer a mídia influencia o comportamento e costumes de uma determinada sociedade. Em vista disso, o acesso a informações em veículos de comunicação se tornou o principal agravante do autocídio de jovens brasileiros, uma vez que não há a filtragem ou a supervisão dos pais acerca ao conteúdo consumido por adolescentes na internet. Além disso, a mídia retrata casos suicidas de forma irresponsável e glamourizada, sem ao menos conscientizar o público sobre os efeitos negativos do suicído e maneiras de prevení-lo.
Em segunda análise, o conceito proposto por Durkheim de anomia social, onde o indivíduo não se sente parte da sociedade está ligado a banalização de distúrbios mentais como a depressão e a ansiedade, já que a religião, família, entre outras instituições sociais evitam falar sobre transtornos psíquicos e o suicídio, reforçando um tabu e reprimindo jovens que se sentem reclusos e abandonados pela comunidade. Logo, o Setembro Amarelo não se mostra eficiente à problemática, tendo em vista que é preciso desmistificar a questão do autocídio.
Em suma, cabe ao Estado, ao Ministério da Educação e a mídia promover campanhas e debates em ambientes escolares a respeito da importância da saúde mental, dos perigos do acesso a informação sem supervisão dos responsáveis e da prevenção do suicídio, além de ofercer apoio psicológico para alunos e população, a fim de amparar jovens em estado de vulnerabilidade mental e amenizar o autocídio.