Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/08/2023

Com o ritmo de sua vida ditado pela dependência química e pela tristeza, Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana, se matou com um tiro na cabeça em 1994 com 27 anos. Nesse sentido, tal panorama promoveu a atenção da sociedade em defesa a esse tipo de morte. Em contrapartida, nota-se que essa realidade não obteve sucesso, resultando no alto número de jovens suicidando-se no mundo atual. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: a falta de investimento em tratamento de distúrbios mentais por parte das autoridades de saúde pública e a carência de movimentos e campanhas de tratamento e prevenção ao suicídio divulgadas pelas redes midiáticas.

Em uma primeira análise, existe uma escassez nos tratamentos de doenças mentais como a depressão; “principal causa do suicídio atualmente”. Segundo o G1,(portal de notícias da rede globo), foram registrados 16.000 suicídios em 2022, com uma média de 44 mortes por dia no Brasil; com a depressão sendo a principal causa e atingindo a maioria jovens. Logo, é notório a falta de tratamentos em redes de ajuda pública, o problema se evidência ainda por falta de alerta à depressão na sociedade brasileira, e influência na economia, já que por sintomas severos o trabalhador precisa afastar-se de seus cargos. Por consequência, o aumento de mortes por suicídios contribuindo para a taxa de mortalidade do país.

Ademais, os tratamentos existentes atualmente são poucos anunciados pelos governos e pela instituições públicas. Assim sendo, campanhas como “Setembro Amarelo”, ação criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), não são divulgadas pelas mídias sociais. Portanto, a falta de participação dos órgãos jornalísticos atrapalha a sociedade de contactar ajuda para as pessoas que necessitam.

Diante do exposto, é imprescindível que os segmentos sociais unam-se em prol do combate ao suicídio no Brasil. Assim, cumpre o governo efetivar programas e ativismos anti-suicídio constantemente em espaços públicos. Além disso, cabe às escolas demostrarem importância no estudo e divulgação do programa setembro amarelo para jovens. Afinal, como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.