Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/04/2024
A Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que todos têm direito ao respeito e ao bem-estar. Todavia, esse preceito não é empregado adequadamente na realidade brasileira, pois ainda há entraves para prevenir o suicídio entre jovens no Brasil. Nesse sentido, é mister analisar dois aspectos: a negligência governamental e a invisibilidade.
Diante desse cenário, convém destacar que a Constituição de 1988 determina que o Estado deve assegurar o bem-estar de todos os cidadãos. No entanto, essa norma constitucional não é plenamente garantida, haja vista a omissão estatal no combate ao suicídio entre jovens. Isso ocorre, porque o Ministério da Saúde não disponibiliza verbas para financiar uma política pública de contratação de psicólogos e psiquiatras que devem atuar nas unidades básicas de saúde para atender, prioritariamente, o público jovem. Outra ação estatal seria a contratação de psicólogos para executar projetos de prevenção ao suicídio nas escolas.
Além disso, é importante ressaltar que, de acordo com a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, é preciso tirar um problema da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Entretanto, essa ideia de Djamila está distante da conjuntura nacional, já que o suiídio de jovens continua na invisibilidade na sociedade tupiniquim. Isso acontece, porque a mídia não faz uma ampla divulgação desse assunto na sua programação para que esse impasse seja tirado da invisibilidade. Como resultado disso, esse tema tão relevante não será conhecido nem debatido no corpo social, permanecendo oculto. Urge, pois, reverter essa crise.
Portanto, o Ministério da Saúde – órgão federal responsável pela promoção do bem-estar social – deve, por meio de verbas governamentais, criar um programa nacional de prevenção ao sucídio de jovens. Isso deve ser feito mediante a contratação de psicólogos e de psiquiatras que atenderão jovens com ideação suicida. Essa proposta tem a finalidade de mitigar essa problemática. Ademais, a mídia, por intermédio de campanhas publicitárias, deve tirar esse tema da invisibilidade. Dessa forma, cumprir-se-á a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição de 1988.