Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/03/2024

“Se precisar, peça ajuda”. Com essa frase, a Associação Brasileira de Psiquiatria chama atenção à prevenção ao suicídio, tematica do programa Setembro Amarelo. Ações de conscientização e assistência como essa, desempenham um importante papel em um problema tão relevante e sensível. Tratado ainda como tabu, por vezes esse tema não é discutido adequadamente, especialmente quando voltado à população jovem, mesmo que essa represente um crescente número de casos. Assim faz-se necessário uma alteração na abordagem, mostrando que não há faixa etária imune a esse problema.

Com o objetivo de tornar pública sobre o suícidio, campanhas de conscientização e informação foram implementadas, como o já citado Setembro Amarelo. Ademais, programas de assistência buscam trazer amparo àqueles que sofrem, atuando simultaneamente em aspectos psicológicos e sociais, como bem representado pela estrutura de assistência psicossocial (CAPS) presentes no Sistema Único de Saúde. Além disso, a implementação de medidas de desincentivo, como a dificultação do acesso a meios letais tais como armas, medicamentos e elementos tóxicos em geral, desempenham um importante papel na redução da probabilidade de que em um impulso, alguém finde a própria vida.

No entanto, a estigmatização do assunto ainda é uma barreira a ser transposta, principalmente quando voltada ao público jovem e no ambiente familiar. Mesmo que, dados do Ministério da Saúde mostrem um aumento expressivo nas últimas décadas dos casos de suicídio entre os mais jovens, pouca atenção é voltada especificamente a essa faixa etária.

Tendo em vista este cenário, é fundamental que mais ações e programas sejam constituídos em função dessa temática. O governo, por meio do Ministério da Educação, pode fornecer materiais, palestras e orientações na rede pública escolar. Outrossim, deve-se implementar uma estrutura de atendimento psicológico primário, voltada a essa faixa etária, de modo que possa-se não apenas debater adequadamente o tema, mas também disponibilizar o apoio e intervenção necessária a jovens e adolescentes em sofrimento.