Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/10/2024
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hieraquia no sistema jurídico brasileiro, assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiêndia de medidas para previnir o suicídio entre os jovens no Brasil, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria, mas não desvelado na prática. Dentre ínumeros aspectos que evidenciam essa problemática, destacam-se a negligência estatal e a passividade social.
Primeiramente, nota-se a inoperância governamental como fator agravante da falta de caminhos para minimizar a taxa de suicídios. Nesse escopo, a antropóloga Lília Schwarcz afirma que “o Brasil pratica uma política de eufemismos”, diminuindo a importância das mazelas sociais para não ter que lidar com elas. Dessa forma, por não haver políticas públicas que asseguram o acesso de todos os jovens à especialistas na saúde mental, não disponibilizando vagas o suficiente nos postos de saúde e clínicas, o Poder Público se omite, já que é comprovado que a maioria dos suicídios são desencadeados de algum transtorno mental não tratado.
Ademais, cabe ressaltar que o aumento do suicídio entre os jovens brasileiros é perpetuado graças à passividade do corpo social que censura a importância de combater esse entrave. Sobre isso, a filósofa alemã Hanna Arendt, a partir do conceito “banalidade do mal”, afirma que uma atitude ruim praticada repetidas vezes se torna invisível, o que inviabiliza a luta para atenuar o problema. Assim sendo, ao se eximir modos de impedir o suicídio entre essa juventude, negando a existência de graves doenças mentais e não visibilizando a relevância de saber identificar e aceitar sobre uma má condição psiquiátrica, a sociedade contribui para que cada vez mais jovens se escondam e recorram ao suicídio.
Em vista dos fatos pré citados, é necessário que hajam intervenções para diminuir tal questão que ainda está presente. Como o Ministério da Saúde incentivar a implantação de leis que vise intesificar o número de vagas oferecidas para jovens com algum tipo de transtorno e em parceria com o Ministério da Educação ampliarem discussões a respeito da saúde mental, através de palestras divulgadas pelas redes midiáticas, meio que possui o maior alcance de pessoas, a fim de orientar da importância de se procurar caminhos que previnem o suicídio.