Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/03/2018

Um futuro interrompido.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde no mundo a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. No Brasil, que ocupa a oitava posição relativa a essa pesquisa, os jovens são os que mais sofrem com tal violência. Ainda assim, mesmo com altas taxas relacionadas a prática, o país ainda pouco possui mecanismos eficazes no combate a tais atos, seja pelo preconceito e tabu gerado frente ao tema seja pela falta de diálogo das diversas instituições que compõem o indivíduo.

Dessa forma, Émile Durkheim, sociólogo francês, definia como “fato social” toda ação coletiva, coercitiva e exterior ao indivíduo, tal ação é verificada no desvio de diálogo praticado por grande parte da sociedade civil no que se refere a manifestações depressivas ou autoextermínio. Logo, a temática que deveria ser amplamente abordada -principalmente como mecanismo preventivo- acaba sendo um tabu. Assim, a individualização da sociedade contemporânea acaba por acometer mais vítimas.

Ainda assim, segundo a lógica Durkheimiana configura-se como “anomia social” o fato das instituições sociais, não possuírem um papel definido ou simplesmente serem ausentes para o indivíduo. Portando, quando a família ou Estado, sobretudo a escola, não identificam mudanças anormais de natureza comportamental ou psíquica acabam por omitir amparo a pessoa humana. Portanto, é fundamental a assistência para a abertura de diálogo sobre o assunto, visto que deixar de se discutir a temática não reduziu os casos.

Diante desse cenário, cabe a realização de campanhas publicitárias feitas pelo Ministério da Saúde aliado aos diversos meios publicitários, essas devem ser bem elaboradas de modo a evitar o efeito Werther, quando o indivíduo é incitado a se suicidar por outro suicídio. Assim, tais campanhas devem sensibilizar toda a sociedade civil a debater sobre o assunto a fim de diminuir o preconceito e tabu sobre a temática, além de identificar dentro dos laços mais próximos pessoas que apresentem comportamentos semelhantes aos de um potencial suicida como comportamentos depressivos, fornecendo ajuda em tempo hábil. Aliado a isso, as escolas e secretarias de saúde devem dar suporte a quem necessita de ajuda com a realização de mutirões de valorização a vida com o objetivo de acolher e fornecer atendimento médico a todos as pessoas, em especial aos jovens, fase na qual diversas transformações ocorrem. Assim sendo, o Brasil será exemplo em combater a práticas de interromper o futuro de uma vida.