Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/07/2018

No século XVIII, a segunda fase do Romantismo, denominada Ultrarromantismo, caracterizou o chamado “Mal do Século”, expressão referente à visão negativa do mundo e o desejo de morte. Hodiernamente, o suicídio presente na sociedade retoma à tradição romantica do mal do século ao apresentar características da época como o pessimismo, o isolamento e a dor existencial. Nesse contexto, faz-se necessário discutir as causas e as maneiras de prevenir a tentativa de morte, denominada suicídio.

Em primeiro plano, o suicídio pode ser gerado como consequência da depressão. Fatores sociais como bullying, preconceito e homofobia influenciam, principalmente os jovens, a se sentirem rejeitados, colaborando, dessa forma, para um quadro depressivo do indivíduo, que apresenta características de desânimo, baixa autoestima e isolamento. Dados do BBC Brasil apontam que de 2002 a 2014 o suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou em 10%, a julgar que muitos encontram esse meio como única solução para os seus problemas, como na série Thirteen Reasons Why em que a personagem Hannah Baker se suicida deixando fitas que explicam os motivos pelo qual ela se matou.

Concomitantemente vinculado a esse fator está o acesso aos meios letais. Diante do desespero e da sensação de estar sem saída, pessoas suicidas tendem a se envolverem em comportamentos autodestrutivos, como o uso de drogas. O uso dessas drogas e bebidas alcóolicas favorece o suicídio, pois indica que o jovem já não consegue controlar seus conflitos. Nessa fase, o cérebro é totalmente maleável e o uso de substâncias letais modificam as funções cerebrais e o pensamento, favorecendo o surgimento de ideias autodestrutivas.

Diante disso, nota-se a dificuldade encontrada para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil. Portanto, a Mídia, aliada as instituições escolares deve trabalhar na disseminação de campanhas que estimulem a procura pelo Centro de Valorização à Vida e maneiras de ajudar uma pessoa com pensamentos suicidas, por meio de uma alteração que incluia debates sobre esse tema nas Bases Curriculares Nacional, a fim de diminuir o número de jovens suicidas. Além disso, o Ministério da Saúde deve ajudar os jovens oferecendo tratamento de depedência química e ajuda psicológica, por meio de psicopedagogos e psicólogos que atuem em setores públicos e educacionais, com o objetivo de se recuperar da dependência e tratar dos problemas individuais para não resultarem em catástrofes. Tão longe, tais medidas possibilitarão a prevenção do suicídio e o fim do mal do século, que persiste até os dias atuais.