Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/03/2018
De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações interpessoais estão cada vez mais frágeis e efêmeras. Nesse sentido, o mundo contemporâneo é caracterizado pela “fluidez” e “agilidade”, ou seja, as relações sociais são criadas e destruídas de modo muito rápido, não sendo mais duradouras. Esse fenômeno colaborou para o aumento de suicídios, no Brasil, o que é uma grande problemática a ser superada. Entre as causas do problema, destacam-se o isolamento social e o medo de procurar ajuda.
Em primeiro lugar, as redes sociais possibilitam a substituição de relações face a face por relacionamentos virtuais, que são frágeis. Isso pode ser explicado por meio da grande facilidade oferecida pelas novas tecnologias em estabelecer diálogos e resolver problemas, por exemplo. No entanto, isso contribui para o isolamento dos indivíduos, que deixam de praticar esportes e desfrutar de momentos de lazer com os amigos, o que contribui para o sentimento de solidão. Por conta disso, aumentou-se os índices de distúrbios psicológicos, como depressão e esquizofrenia, ocasionando em um aumento nos casos de suicídio como tentativa de fuga dos problemas.
Além disso, essas pessoas que não se sentem enquadradas na dinâmica mundial, ou que sofrem com problemas psicológicos e de relacionamento, por exemplo, não solicitam ajuda por medo da discriminação. A razão para isto ocorre devido à falta de conhecimento a respeito da temática ou por prejuízos na formação de princípios éticos e morais, por parte da sociedade. Para exemplificar, são comuns, nos colégios, a rejeição aos colegas considerados “estranhos”, que se faz por meio de brincadeiras de mau gosto, bem como por atos de humilhação. Por conseguinte, essa coerção social faz com que a vítima se afaste cade vez mais do meio social e que, posteriormente, possa se suicidar. Assim, medidas necessitam ser tomadas para garantir o combate ao suicídio.
Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Educação, deve intensificar acontecimentos, nas escolas, que prezem pelo estimulo às interações sociais dos jovens, como gincanas e eventos esportivos, já que o esporte é uma importante ferramenta de inclusão. Desse modo, os jovens desenvolverão o senso de coletividade e as relações se tornarão mais coesas. Ademais, as instituições de ensino devem, por meio de palestras e das disciplinas de Sociologia e Filosofia, instruir os alunos sobre a temática do suicídio, ressaltando as causas, efeitos e meios de denúncia, além de trazer à tona o princípio da alteridade. Por fim, o Governo Federal, por intermédio da mídia, deve informar os órgãos para recorrer à ajuda, como o Centro de Valorização da Vida, além de promover reflexões na população, utilizando de propagandas que mostrem o dia a dia dessas vítimas para gerar empatia.