Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/03/2018

Sempre há uma saída.

O suicídio é o ato intencional de matar a si mesmo. Dê acordo com o Conselho Federal de Psicologia, mais de um milhão de pessoas tiram a própria vida todos os anos  no mundo, portanto, trata-se de um problema de saúde publica. O mapa da violência, publicado em 2017 pela BBC Brasil, divulgou um crescimento de mais de 27% nos últimos 34 anos, no ano de 2014 foram aproximadamente 3 mil suicídios entre jovens de 15 a 29 anos. O que leva a esses jovens atentar contra a própria vida?.

Emilio Durkheim, foi o primeiro a argumentar que as causas do suicídio eram provenientes dos fatores sociais. Atualmente, os motivos mais recorrentes são fatores psicológicos, como términos de relacionamento, exposição da imagem ou de algum segredo íntimo, exclusão social, abusos e até mesmo as crises econômicas. Estes jovens de alguma forma se veem sem apoio e sem saída. Entender essas razões é fundamental para prevenir e ajudar o potencial suicida.

Depois de entender tais razões, é necessário estar em alerta aos possíveis sinais que essa pessoa pode dar, até mesmo como um silencioso pedido de socorro. A depressão é considerada popularmente como a doença do século XXI e já não é um tabu, diferente do caso do suicídio. A comunicação é essencial, dar a importância ao problema do próximo, mesmo que para você não seja tão grave como para a pessoa.

Quebrar esse tabu e se falar abertamente sobre o suicídio é um caminho eficiente nos dias atuais, o ser humano ainda convive com a incapacidade de se enxergar um problema, até que ele  o vivencie de alguma forma, mesmo que seja por uma série de TV, como o caso da série norte-americana “Os 13 porquês” que tocou várias pessoas com seu enredo realista e envolvente, mostrando que aquelas atitudes que achamos não fazer mal, machucam as pessoas.

O sistema público de saúde tem suas deficiências e no que se diz respeito a saúde mental, é ainda menos efetivo e burocrático. Portanto, se faz necessário capacitar uma rede de apoio, que podem ser os pedagogos, assistentes sociais e demais profissionais da área da saúde, assim, dando suporte ao atendimento psicológico e psiquiátrico que atualmente no SUS é de difícil acesso. Os governos juntamente com Conselhos de psicologia e psiquiatria ofertariam essa especialização afim de aumentar a rede de apoio aos jovens e assim prevenir o maior número de suicídio.