Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/03/2018
Horizonte fragilizado
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948, pela Organização das Nações Unidas – assegura a todos o direito a saúde e ao bem-estar social. Contudo, os frequentes casos de suicídio no Brasil, infelizmente, impedem a presença desses direitos na população. O impasse poderá apresentar melhorias através do restabelecimento da saúde pública e da divulgação dos sintomas desse mal-estar social.
É incontrovertível que os homens, por natureza, não se sentem confortáveis para falarem de morte, em razão de isso expor seus limites e suas fraquezas. Atrelado a esse escrúpulo, é necessário discutir essa mazela, e seus efeitos, com a sociedade para que, assim, seja possível reduzir o suicídio entre os brasileiros.
O ato do cidadão tirar a própria vida demonstra a ineficiência do sistema público de saúde no país. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman, afirma que algumas instituições – dentre elas, o Estado – perderam sua função social, mas conservam sua forma e se configuram ‘’instituições zumbis’’. Essa metáfora serve para mostrar que algumas entidades públicas, como o SUS, são incapazes de desempenhar seu papel social e acabam por delegar a população a solução de problemas.
Urge, portanto, que o Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com esferas educacionais e veículos midiáticos, intensifique a divulgação dos sintomas de um possível suicídio, por intermédio da divulgação do ‘’Ligue 141’’ (apoio emocional aos supracitados) em propagandas que conscientizem a população. Ademais, a melhora na saúde pública deve ser intensificada, pelo Ministério da Saúde e profissionais da área, através da ampliação do programa de Saúde da Família, a fim de evitar o agravamento de distúrbios que poderiam ser facilmente evitados.