Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/03/2018

Nos últimos anos, houve um crescimento da preocupação em relação ao suicídio no país. As taxas cresceram, e então não se pode mais ignorar o problema que muitos ainda dizem ser frescura ou necessidade de chamar a atenção.

O suicídio está relacionado a sensação que uma pessoa tem de não ter outro modo de se livrar do sofrimento, da dor, do problema que ela tem no momento presente. O índice naturalmente é maior entre jovens na faixa de 15 a 29 anos pois durante essa parte da vida, surgem vários dilemas, várias decisões a serem feitas, a pressão por parte da sociedade e como consequência a insegurança. Se alguns conseguem lidar muito bem com isso, outros lidam muito mal. Não sabem o que fazer para resolver tais problemas, e sem alguém para aconselhar ao lado é fácil se perder e chegar à conclusão de que a única forma de se livrar disso, é se livrando da própria vida.

Problemas psicológicos, principalmente depressão e transtorno bipolar estão entre as maiores motivações para o suicídio. A sociedade demonstra ainda ter um pensamento retrógrado em relação à problemas psicológicos “confundindo” estes com “frescura” ou “necessidade de chamar a atenção”, o que demonstra que elas não compreendem a seriedade do assunto, e por causa disso acabam contribuindo para que o suicídio continue a perpetuar, isto porque apenas quando se sabe sobre algo é que se pode fazer algo a respeito. Muitos ainda acham que psicologia é “perda de tempo” ou “coisa de louco”, e que na verdade o que a pessoa precisa, ou no caso, o jovem, é de “uns petelecos”. Concluindo: a ignorância das pessoas sobre o assunto é um dos principais fatores que contribuem para que a taxa de suicídios continue existente e/ou cresça no país.

Como dizia Freud, “a cura está na fala”. As pessoas falando sobre o assunto e consequentemente entendendo sobre, causaria um grande impacto. O conhecimento para “a massa” pode ser feito principalmente através de campanhas publicitárias, de intervenções e instalações nas cidades sobre o assunto. E nas escolas devem ocorrer palestras não apenas no setembro amarelo. As escolas  (com foco no ensino médio) devem ser incentivadas a desenvolver um projeto para ser feito com os alunos, onde o conhecimento será difundido e eles compartilharão, por meio das artes ou debates, suas opiniões e reflexões sobre. Nelas ainda se falará sobre a existência de organizações como a CVV. Também deve-se falar disso no ambiente de trabalho: as empresas em certas datas devem abrir espaço para que profissionais da psicologia falem sobre o assunto com os funcionários através de palestras.