Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/03/2018
Na literatura clássica de William Shakespeare, o casal “Romeu e Julieta”, vive um amor proibido devida à rivalidade que existia entre suas famílias, forçando os jovens a buscarem o suicídio como única solução para o encontro da felicidade. Contudo, analogamente, a ficção literária não se distancia da realidade hodierna, à medida que o exacerbado número de suicídios, hoje, têm tornado-se um grande problema de saúde pública concernente a sociedade brasileira. Nesse contexto, há fatores os quais não podem ser negligenciados pela democracia como, a depressão, o bullying, o egocentrismo social e a falta de afetividade familiar.
Em primeira análise, cabe pontuar que, muitas vezes, inúmeras seqüelas psicológicas como a depressão, são resultados de atos provenientes do bullying nas escolas, provocando o caráter suicida. Sendo assim, a exemplo do famoso filme “Um Grito de Socorro”, retrata a realidade do estudante Jochem, que após ser alvo de chacota e constantes cenas de agressões físicas e psicológicas, desenvolveu uma mente depressiva e de rejeição, encontrando apenas no suicídio a solução para o transtorno. Com isso, a situação alarmante sofrida pro Jochem, reflete o histórico de vida de muitos brasileiros, hoje, caracterizando o ato suicida como um crime hediondo, no qual a vítima é próprio agressor, demonstrando um sério impasse referente à saúde pública do Brasil.
Ademais, convém frisar que o egocentrismo social corrobora o aumento dos casos de suicídios no país. O filósofo Émile Durkheim, afirmava que o nosso egoísmo é fruto de uma sociedade individualista, não se importando com o bem comum e desrespeitando às diferenças. Nesse ínterim, o preconceito homofóbico se destaca na conjuntura atual, haja vista que o desrespeito alusivo à escolha de gênero na sociedade não é algo harmônico, configurando-se na repercussão de insultos e agressões verbais contra os homoafetivos. Além disso, a falta de afetividade e comunhão no ambiente familiar potencializa o exorbitante número de suicídios, devido ao pouco diálogo entre pais e filhos, estimulando os jovens a marginalizarem na internet. Desse modo, comprova-se isso no jogo virtual “Baleia Azul”, o qual incentivou a automutilação e o suicídio de vários jovens no ano de 2016.
Dessa forma, depreende-se que medidas são necessárias para combater o suicídio no Brasil. Com o intuito de romper a visão de Jochem e “Romeu e Julieta”, cabe à escola um papel significante de proliferar informações aos alunos desde a fase mais tenra e aos pais sobre os sintomas do pensamento suicida e o bullying. Isso pode ser feito por meio de palestras socioeducativas e debates sobre os diversos casos da temática na história e na literatura, mediante ao auxílio de psicólogos e pedagogos, visando informar sobre o suicídio e alertar os pais sobre a importância do afeto com os filhos.