Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/03/2018

Doença oculta                                                                              “O suicídio é um ato de liberdade que destrói todos os atos futuros de liberdade”. Conforme a máxima do filósofo francês Jean-Paul Sartre pode-se afirmar que o suicídio é o mal da década, no qual se vê múltiplos responsáveis: sociedade, governo e família. Levando-se em consideração esses aspectos, fica claro, que o caminho ideal para prevenir a objeção é dar fim aos mitos e levar tratamento adequado aos que precisam, respectivamente.                                                                                                             Sob esse viés, pode-se apontar o esclarecimento à comunidade como um meio de elucidar o problema. Com isso, salienta-se a importância de desfazer mitos, tal como: “não se deve falar sobre suicídio para não incentivá-lo”. Quando esse pensamento se reproduz fica mais difícil entender e tratar o doente. Dessa forma, cabe citar a frase de Joseph Goebells Ministro de propaganda da Alemanha nazista, onde diz que, “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade” é o que ocorre nas poucas vezes que a mídia fala sobre o assunto. Seguindo essa mesma linha de raciocínio, é nítido que a maior prevenção é a informação, já que não se pode dar o remédio sem conhecer a dor do paciente.                   Outro ponto relevante, nessa temática, é o fato do suicídio ser a quarta maior causa de morte entre jovens no Brasil, segundo boletim do Ministério da Saúde. Em conformidade aos fatos, entende-se  que ainda não existe um tratamento de saúde eficaz  ao problema no país. Assim, vê-se uma falha grande por parte das autoridades, uma vez que a constituição garante a igualdade plena entre os cidadães no artigo quinto. Nessas circunstâncias, observa-se também que há falhas sociais motivando inconscientemente ao transtorno, assim como o “bullying” nas escolas que podem ser usados como uma arma a potenciais suicidas. Logo, torna-se evidente que além da saúde as escolas e todo o sistema público brasileiro precisa se enterar da gravidade da  situação para proporcionar o melhor tratamento a quem realmente necessita.                                                                                                         Infere-se, portanto, que é imprescindível que as diligências da temática seja um compromisso de todos. E para que isso aconteça, os hospitais de grande porte devem saber diagnosticar  possíveis suicidas e encaminhar para tratamentos locais em postos de saúde, com psicólogos e psiquiatras que também devem ir até as casas dos pacientes duas vezes por semana, orientar a família como agir. É significativo também, que haja campanhas publicitárias especificamente nas redes sociais explicitando o número 141 ( disque,apoio 24 horas), para torná-lo mais conhecido. Por último, que o Centro de Valorização a Vida ( CVV) atue de maneira presente nas escolas, dando palestras para alunos e pais, para dar fim ao “bullying” , informar e prevenir os jovens e crianças.