Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/03/2018
De acordo com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o suicídio corresponde a 1% do total de mortes de crianças e adolescentes registrada em 2013 no Brasil. Embora tal número represente uma baixa porcentagem, esse índice denota a perda de centenas de jovens por ano. Desse modo, deve-se analisar, a pouca integração social de tais pessoas na sociedade contemporânea junto à falta de uma educação emocional apropriada nas instituições de ensino brasileiras.
De certo, na sociedade hodierna, conforme defendeu Zygmunt Bauman nas obras que retratam a liquidez do momento em qual vivemos, o individualismo é, lamentavelmente, comum, isso é notório nos jovens à medida em que eles sofrem uma coerção social para obter sucesso na vida adulta, visto que para conseguir tal feito, é necessário delegar as interações sociais. Ademais, ainda sofrem com a frustração gerada no caminho para atingir tal meta. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, essa individualização causa o tipo de suicídio denominado egoísta. Sendo assim, o individualismo exagerado junto ao enfrentamento de frustrações gera tal desejo de atentar contra a própria vida. Outrossim, a ausência da educação emocional no Brasil, corrobora para à falta de resiliência dos jovens, ou seja, eles não tem a capacidade para lidar com problemas, nem para se adaptar às mudanças em seu âmbito social, além de não conseguir superar obstáculos e resistir à pressão de situações adversas. De certo, à falta de tais virtudes explicam o crescimento do índice de suicídios, uma vez que os jovens não resilientes, só encontram na morte a solução para seus problemas. Embora a abordagem do ensino emocional no país seja algo estranho e distante, já é comum em todo o mundo, graças ao psicólogo Daniel Goleman, considerado o “pai da Inteligência Emocional”, através do seu livro, “Inteligência Emocional”, publicado em 1986. Assim sendo, Dalai Lama estava correto ao afirmar que “Cérebros brilhantes também podem produzir grandes sofrimentos”.
Em suma, para prevenir o suicídio entre os jovens brasileiros, é preciso que a mídia como potente formadora de opinião nacional, insira programas em seu repertório com os efeitos sofridos pelos jovens, devido a coerção para atingir metas capitalistas surreais para a maioria, a fim de conscientizar a população a não praticar tal coerção. Ademais, é necessário que O Ministério da Educação, adote a disciplina de educação emocional na grade curricular das escolas, além de disponibilizar uma enquete na internet para que os alunos possam escolher a carga horária, com intuito que tal disciplina, trabalhe as capacidades emotivas dos alunos, para que eles consigam lidar de forma saudável e construtiva com os desafios diários. Dessa forma, evitando a autodestruição desse grupo.