Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/03/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão do suicídio, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada á realidade do país, seja pelo aumento das doenças mentais, seja pela dificuldade em constatar a doença e o não planejamento de medidas para sua prevenção.

É indubitável que a questão Constitucional e a sua aplicação estejam em acordo, para tratar o suicídio como saúde pública e garantir a sua redução e prevenção. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos casos, os suicídios são preveníveis por estarem associados a distúrbios de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis. Sob o mesmo ponto de vista, é necessário então existir acompanhamento, tratamento e prevenção, para as psicopatologias, que vêm aumentando a cada ano, para assim alcançar a redução desses casos.

Outrossim, destaca-se a dificuldade em se constatar quando a pessoa tem pensamento suicidas, essa dificuldade pode ser ou por não buscarem ajuda médica ou por não ter profissionais tão bem capacitados, como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, atualmente, existe pouca divulgação midiática que pode explicar e compartilhar com toda a população o que causa, o que é e como agir diante da questão do suicídio e no ramo da saúde, é necessário que desde a recepcionista até o médico, sejam capacitados para o cuidado com estes pacientes e não deixar isso restringido apenas para a psiquiatria. De certa forma, essas questões atrapalham para o diagnóstico e prevenção da doença.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Destarte, é necessário que tenha como protagonistas a escola, mídia e a população. Segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, nas escolas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao suicídio, á mídia e as redes sociais promoverem também essa discussão para seu público e a criação de uma Lei para que nos hospitais, todos os funcionários independentes de seus cargos, recebam treinamento para lhe dar com essas situações e ainda a população como agente social, estimulando a conscientização sobre o cuidado ao suicídio, de todos em seus bairros, serviços e familiares, a fim de que o tecido social se despenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.