Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/03/2018
O fato social
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o suicídio entre os jovens, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. O julgamento da população e outros fatores tornam o problema uma questão social. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável que a crítica e a repulsão das pessoas estejam entre as causas do problema. A série “13 Reasons Why”, que significa ‘‘Os 13 porquês’’, conta a história de Hannah Baker, uma aluna do ensino médio que sofre bullying e é violentada sexualmente. No fim, se suicida por tais motivos e deixa 13 gravações de voz em fitas para as pessoas que a influenciaram tirar a própria vida. Desse modo, é notório que a escola afeta os adolescentes e, consequentemente, aumenta o suicídio. Em vista disso, a educação se torna um dos caminhos para a prevenção do suicídio.
Segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o suicídio está imerso em um fato social, na qual toda cultura e a educação do país exerce grande diferença no pensamento do cidadão na hora de se suicidar. Desse modo, é inegável a influência que cada país possui, visto que o mesmo caso particular de frustração do indivíduo, em outra sociedade, poderia não o levar ao suicídio. Embora existam campanhas como Setembro Amarelo, o qual visa a prevenção ao suicídio, faz-se mister mais foco e diálogo para precaver o impasse, garantindo o bem-estar social assegurado na Constituição Federal atual.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Estado em consonância com a mídia deve incentivar de maneira efetiva, as campanhas que tentam prevenir o suicídio, realizando campanhas sociais, por meio do financiamento de psicólogos e psiquiatras voluntários para realizarem um encontro todo mês, a fim de conversarem com alguns jovens que pensam em suicídio. A mídia atuaria na divulgação desses encontros e o dinheiro para esses encontros viria da criação de uma campanha de mobilização social. Ademais, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos e alunos que já tentaram se suicidar, que discutam sobre o problema a fim de evitar o bullying e o suicídio entre os jovens.