Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/03/2018
“É preciso que uma nova era comece”.A frase do líder africano Nelson Mandela parece fazer alusão ao comportamento humano na contemporaneidade,especialmente na atual sociedade da apatia,em que a exigência do ser perfeito e da intolerância existente parecem inferir cada vez mais no modo de agir da população.Essa perspectiva,acerca dos caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil,é fomentada,principalmente,pela herança histórico-cultural de uma sociedade preconceituosa e pela ineficiente política estrutural e educacional que sejam capazes de apresentar novas perspectivas não antes consideradas esperançosas pelo indivíduo.
Em primeiro lugar,o cenário hodierno,que remonta dos séculos XV e XVI,é imerso em pressões sociais,sejam econômicas,sejam políticas,sejam sociais,cujo o indivíduo que não seja capaz de se adaptar aos padrões vigentes é excluído,de alguma forma,do ciclo coletivo.Nessa ótica,estando consoante ao livro “O Cortiço”,de Aluízio de Azevedo,em que trata o poder que o meio exerce sobre as pessoas,tornando grande a sua influência sobre os comportamentos humanos,a exigência cada vez maior no trabalho,a prática do bullying nas escolas,a manutenção ou a busca por padrões corporais que a sociedade impõe,a exigência na compra de celulares de marcas,bem como de roupas são práticas que levam muitos jovens brasileiros a cometerem o suicídio.
Em segundo lugar,sob esse viés,o sociólogo Zygmunt Bauman defende,também,na obra “Modernidade Líquida”,que o individualismo é o maior conflito da pós modernidade,em que grande parcela da população tende a ser incapaz de tolerar as diferenças.Em face disso,os conflitos dentro da própria casa,bem uma tentativa frustada de passar em um vestibular,entre outros,geram estresse e problemas psicológicos diversos,a longo prazo,aos jovens,em que,segundo a Organização Mundial da Saúde,mata mais de 10% de adolescentes todo ano.Entretanto,por mais que tenham sido criados mecanismos de ajuda ao combate de tal prática,como a campanha Setembro Amarelo,ajudas psicológicas,facilidade de armas ou de medicamentos e ausente amparo familiar ainda repercutem como fundamental para a atitude de suicídio do jovem que não encontra estímulo para viver.
Logo,é imprescindível que seja criada uma coordenadoria integrada e para isso faz-se necessário que o Poder Público,por meio do investimento em infraestruturas nas escolas,sejam públicas,sejam privadas,bem como nos mais diversos setores empresariais disponibilizem profissionais qualificados na ajuda psicológica para o auxílio aos jovens,bem como as instituições educativas e a sociedade,por meio de palestras,de debates,de campanhas publicitárias-ainda muito ausentes no país-fomentem o senso crítico que poderão ser perpassadas a todas as gerações e firmar a tese de Nelson Mandela.