Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/03/2018
Na Grécia e Roma Antiga tirar a própria vida era um ato muito honroso. Porém, hoje em dia, trata-se de uma doença mental que, a cada dia, está aumentando na sociedade juvenil. Prova disso são os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, nos quais afirmam que, entre 1980 e 2014, a taxa de suicídio entre os jovens aumentou 27% no Brasil. Desse modo, inúmeros são os fatores associados a essa autodestruição.
“Bullying”, depressão, drogas e álcool são os principais motivos que levam uma pessoa a cometer suicídio. Logo, em ambientes escolares, encontra-se maior número de jovens atacados verbalmente relacionados à cor da pele, peso, opção sexual e vestimentos diferentes. Ademais, a falta de apoio e atenção familiar e falsas ideias jogadas na internet, como “a baleia azul”, levam esses a terem transtornos psicossociais e comportamentos estranhos, jogando-se no mundo das drogas e, por conseguinte, praticarem, como forma de se livrar desses problemas, o crime contra si.
O livro “Os Sofrimentos do jovem Wether” de Goethe, publicado no século XVIII, é marco inicial do Romantismo e grande influenciador do suicídio. Destarte, é um romance que descreve detalhadamente essa ação causada pelo amor inatingível do protagonista e que, ao longo de sua publicação, induziu o comportamento de muitos adolescentes. De certa forma, com essas divulgações, a mídia também contribui para essa problemática, levando muitas pessoas a fazerem o mesmo mediante da motivação de outras.
De acordo com a OMS, é possível prevenir 90% dos casos relacionados a essa auto-violência. É necessário, portanto, que psicólogos e ONGs, contribuam, por meio de palestras e panfletos nas escolas, instituições socializadoras, mostrando as dificuldades que os vitimados vêm tendo de se socializar com outros indivíduos e as causas que os levam a praticarem esse ato, a fim de conscientizarem-se e respeitarem a diversidade.