Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/03/2018
Quebrar um tabu, como ainda é o suicídio, demanda de uma certa urgência diante dos índices que aumentam a cada ano o número de vítimas no Brasil. A sociedade está em um processo de isolamento devido ao uso frequente da internet, da busca por melhor condição financeira ou relacionamento perfeito. Com isso os jovens sentem-se inseguros, mal interpretados e isolados até chegar o ponto de “falência radical da esperança”, como diz o filósofo brasileiro Leandro karnal.
A busca pelo sucesso rápido e possuir a família “modelo” por muitos anos foram almejados pela sociedade. Entretanto, os jovens buscam uma filosofia de vida mais leve, com menos cobrança que nem sempre são aceitas pelo seu vínculo afetivo. Um dos grandes gatilhos que levam o indivíduo a cometer suicídio é não se enquadrar no seio familiar, e com várias gerações vivendo na mesma época nem todos aguentam a pressão, gerando raiva e isolamento até chegarem no “alívio” da grande dor.
Diante desse turbilhão, ao tentarem conseguir ajuda encontram uma barreira maior ainda. O preconceito. Seja ele por inicialmente receber um diagnóstico como depressão e taxado como frescura, ou por exclusão ao assumir uma homossexualidade, ou qualquer coisa fora do “padrão”. Destarte, a sociedade gera uma coerção que obriga o sujeito a aparentar uma condição que não reflete a realidade interior, e que nem sempre é percebida causando espanto à todos quando alguém comete suicídio.
Portanto, conclui-se que é necessário quebrar vários paradigmas para enfrentar o suicídio no Brasil. O MEC juntamente com o ministério da saúde deve promover encontros, entre os jovens e as famílias, atuando como meio de prevenção e utilizando do apoio do Centro de valorização da vida, para somar nos casos mais preocupantes. Esse tripé bem articulado, poderá dar suporte a esses jovens, não sendo censurados de suas dores, tendo a certeza de que recomeços são necessários à todos, mas quando podem dividir os sentimentos e são apoiados é mais fácil alcançá-los.
não devem ser desprezadas, mas ouvidas e compartilhadas e principalmente curadas, para que cada indivíduo possa sentir esperança em recomeçar não sendo censurados os sentimentos e os direitos.