Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/03/2018
Precisamos conversar sobre suicídio.
Depressão, consumo de drogas e álcool, violência doméstica, abuso sexual, bullying e problemas psicológicos. Esses são apenas alguns dos fatores envolvidos nos casos de suicídio. A relevância dessa problemática reflete-se num estudo feito pelo Mapa da Violência de 2017, onde, no Brasil, a taxa de suicídio entre jovens cresceu 10% nos últimos anos. Tratado como um tabu, esse tema precisa ser mais debatido e soluções devem ser elaboradas, pois, diariamente, vidas de tantos jovens estão por um triz, enquanto a sociedade fecha os olhos.
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o ato individual do suicídio é o resultado do meio social que o cerca. De fato, a juventude é um período da vida cheio de descobertas, medos e incertezas. Mas, na maioria das vezes, os problemas que os jovens enfrentam não recebem a devida atenção, sendo tratados como algo inerente e normal à idade. Assim, a falta de discussão acerca das causas e consequências dos atos contra a própria vida, acaba se tornando uma causa. A ausência da mídia, do Estado e da sociedade como um todo é visível no aumento dos casos de suicídio. Dessa forma, essa violência se alastra como uma epidemia silenciosa, necessitando de uma cura.
Um segundo aspecto diz respeito aos fatores motivadores, sendo estes de cunho sociopsicológico. Desse modo, o problema é normalmente associado a fatores como depressão, abuso de entorpecentes, além das chamadas questões interpessoais - violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying. Como consequência, sem encontrar lugares e a quem recorrer, jovens desesperados em acabar com seus medos e dores optam por uma solução encarada por eles como “definitiva”. Exemplificando tal apelo, temos a série de TV norte-americana “13 Reasons Why”, que relata a história de Hannah Baker, que sem encontrar ajuda, opta por tirar a própria vida.
Fica evidente, portanto, que o tratamento do suicídio como um tabu precisa acabar e intervenções devem ser feitas, afim de salvar a vida dos nossos jovens. Assim, é imprescindível que as emissoras de TV se posicionem debatendo o assunto, por meio da divulgação dos estudos para chamar a atenção das famílias. Além disso, outra forma de falar sobre o tema é por meio de filmes e séries de TV, pois o alcance, sem dúvidas, será grande. Os governos municipais devem auxiliar criando grupos de apoio em conjunto com médicos, psicólogos e profissionais da educação, para que os jovens que necessitam de ajuda saibam onde procurá-la. No mais, a participação dos pais é de extrema importância, procurando estar presente na vida dos seus filhos para acolher e orientar.