Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/04/2018
Egoísta, altruísta, anômico. Foram essas as três formas de suicídio criadas e estudadas pelo sociólogo Emile Durkheim, que tentava entender como a sociedade que vivia afetava nas formas sociais das diversas comunidades. O primeiro, de maior destaque no Brasil, é causado pela perda do afeto do indivíduo com a sociedade, o segundo se encontra presente em grupos nacionalistas e o terceiro em momentos anômalos de crises, como a Crise de 1930. Esse problema, comum principalmente em jovens, torna imprescindível uma maior atenção as suas raízes no país, de maneira formal e perspectivas a mudanças na atual situação.
Em primeiro lugar, é notório o tamanho do enorme tabu presente sobre assunto nos eixos sociais brasileiros. Raramente às mídias ou projetos acadêmicos abordam sobre o tema, notícias são muitas vezes evitadas, só comentadas em casos extremos relacionadas a atores ou artistas famosos, como no caso de 2017 com o suicídio do vocalista da banda Link Park, Chester. Essa realidade precisa ser modificada em âmbito nacional, pois quando menos privada for a questão, mais as pessoas iram se abrir para uma busca de ajuda ou sanação de suas dúvidas.
Com isso, medidas para a busca por seres com possíveis tendências a esse ato supremo e último, como a fiscalização e atentamento com familiares e amigos, são amplamente facilitadas, mas não são prevenções únicas que trazem a erradicação do caso. Isso pode ser verificado observando o livro “A Menina submersa”, onde a protagonista esquizofrênica, mesmo com a constante tutela da namorada, ainda assim achou uma brecha para vir a tentar tal fim. Assim, é evidente que a busca por tratamentos médicos também são essenciais.
Portanto, fica clara a necessidade do Ministério da Saúde em investir em campanhas e incentivos à palestras sobre a temática, realizando parcerias com escolas e a mídia para uma maior amplitude das discussões e aumentar o saber da comunidade. Além disso, vir a propagar de maneira mais abrangente as divulgações das formas de ajuda, como o CVV, de modo a contribuir para a diminuição do tabu existente e para a difusão dos meios que cada parte, a que ajuda e a ajudada, possuem para tentar fazer com que a prevenção à quebra do vinculo com a sociedade seja efetivo.