Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/04/2018
Na série " Os 13 porquês “, são retratados os motivos responsáveis por levar uma jovem a cometer o suicídio, sendo estes ligados à falta de respeito entre os adolescentes e difícil tolerância das diversidades. Análoga a isso é a realidade brasileira, a qual apresenta índices elevados de suicídio, advindos, principalmente, da superficialidade presente nas interações pessoais.
Sabe-se que, o sociólogo Émile Durkheim aborda o suicídio como um caso atrelado a fatores sociais, sendo a coerção social um destes, pois a sociedade integra pouco ou de forma excessiva o suicida. Desse modo, nota-se o quão pertinente é, no Brasil, tal situação, pelo fato dos problemas psicológicos e doenças, como a depressão, ainda não serem bem discutidos, no entanto são tratadas tal qual um tabu. Destarte, os indivíduos que possuem o pensamento de prática do suicídio, o enxergam como um extermínio e saída da dor, já que o sofrimento é constante e, segundo o Mapa da Violência de 2017, a taxa de suicídio, em 12 anos, aumentou 10% entre pessoas de 10 a 29 anos. Assim, é de notoriedade geral o fato dos jovens serem vítimas e autoras de tal problemática, pois ainda há ausência de abordagens do assunto, essencialmente, pelas instituições escolares.
Por conseguinte, o pensador Zygmunt Bauman já dizia : " Vivemos em tempos líquidos, nada foi feito para durar”; ou seja, há ascensão do individualismo, fluidez e efemeridade das relações sociais, estas sendo frágeis, proporcionando um sentimento cada vez maior de solidão. Ainda de acordo com a teoria da modernidade líquida, a felicidade é perceptível como passageira, mas as pessoas a buscam continuamente e quando o sucesso não é obtido, a angústia e insegurança são persistentes. Ademais, tais fatores só intensificam o suicídio, estando vinculado também à incerteza diante do futuro e ao bullying, sobretudo referente ao desrespeito e intolerância com as diversidades e “minorias”. Outrossim, a vítima acaba por não visualizar esperança na vida e, muitas vezes, a família não é presente para auxiliar na resolução de problemas existentes.
Portanto, medidas são importantes para combater o impasse. São essenciais ações estatais, no referente à disponibilização de psicólogos nas escolas, auxiliando os jovens com as cargas emocionais, para haver atenuação dos casos de suicídios. Além disso, o Ministério da Saúde, em união com instituições escolares, promovam “rodas de conversas” nas salas de aula, alertando acerca da importância de ouvir o outro e de como lidar com a felicidade efêmera atual. É necessário também que sejam promovidas campanhas, pela mídia, conscientizadoras da sociedade hodierna sobre a mudança do relacionamento com o próximo, baseando-se no respeito. Por fim,a família atue, através do diálogo e investigação dos problemas dos filhos, evitando o sentimento de não pertencimento ao meio social.