Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/04/2018
Problemas psicológicos e o suicídio são questões existentes desde a formação das primeiras civilizações humanas, sendo, até mesmo, romantizadas na literatura do século XVIII. Contudo, atualmente, nota-se que eles passaram a ocorrer mais intensamente na sociedade, sobretudo na parcela mais jovem. Nesse contexto, tal fato é um dos principais motivos de morte no Brasil e no mundo, tornando-se, assim, um preocupante problema social e de saúde pública que precisa ser debatido e prevenido.
A depressão é um dos fatores determinantes para a realização do suicídio. A falta de fortes laços afetivos e questões sociais, como o cyberbullying e a homofobia, além de problemas pessoais no período da adolescência, configuram-se como os principais causadores de transtornos psicológicos como esse. Nesse contexto, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), no Brasil, cerca de 12 milhões de indivíduos apresentam quadro de depressão e, como também, 7,4 a cada 100 mil mortes são suicídios, número esse que vem crescendo continuamente.
Entretanto, pouco se tem feito no país para resolver essa situação. Os transtornos psicológicos aindam são tratados como tabu. E assim, apesar do ato de conversar e escutar pessoas em estado de depressão ser veementemente defendido e recomendado pela OMS, a maioria das pessoas acreditam que falar sobre isso colabora para o suicídio. Desmostrando, com isso, a carência de informação por parte da população sobre o tema. Ademais, o descaso gorvernamental é uma constante que contribui, cada vez mais, para a insistência da questão. A assistência oferecida pelo governo é precária, como por exemplo, o programa federal Centro de Ação Psicossocial(CAPS), em que a maioria das unidades ainda não apresentam a infraestrutura necessária e nem profissionais preparados suficientes para atender aqueles que precisam.
Em síntese, assim como disse o filósofo Augusto Comte," devemos ver para prever e prever para prover", após evidenciar a gravidade da problemática e seu progressivo aumento nos jovens, é imperiosa a tomada de previdências. Primeiramente, o Ministério da Saúde(MS) deve ampliar os investimentos na assistência a pessoas com transtornos psicológicos, aprimorando o programa CAPS e oferecendo capacitação para os profissionais da saúde. Outrossim, as ONGs precisam aprimorar e amplificar as redes telefônicas que ajudam pessoas com pensamentos suicídas, para que todos tenham acesso a elas. Além disso, é imprescindível a discussão sobre o assunto nas escolas e universidades por meio de palestras ministradas por psicológos e psiquiatras, a fim de que os jovens tratem esse tema com mais naturalidade e saibam quando pedir ajuda e como ajudar o próximo.