Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 05/04/2018

O ultra romantista Goethe em seu livro “O Sofrimento do Jovem Weather”, descreve a temática do ato suicida cometido por um jovem que não teve seu amor correspondido. Nessa perspectiva, é irrefutável que o suicídio seja um dos problemas mais alarmantes da sociedade brasileira, uma vez que, essa problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja ela pela ineficácia de intervenções estatais, seja pela ausência familiar na formação das vítimas.

Em primeiro plano, é evidente que a carência de políticas públicas eficazes contribuam para o aumento desse impasse. Nesse sentido, observa-se a mídia como uma das maiores influenciadoras para do ato suicida hodiernamente, haja vista que, diante da era tecnológica boa parte da população tem acesso a internet, e, concomitantemente encontram o “mar de informações” que fomenta para essa controvérsia. O sociólogo francês Émilie Durkheim, afirma que o suicídio anômico acontece quando as normas e as leias que governam a sociedade não corresponde o objetivo de vida do indivíduo. Seguindo essa linha de pensamento, é possível salientar que tal omissão do Estado induz a temática da automutilação e outras formas de tirar-se a própria vida.

Outrossim, é notório que em meio a esse mundo capitalista, no qual o dinheiro é essencial, as famílias esquecem-se dos filhos e não percebem o ato depressivo dos mesmos. Dessa forma, é indubitável que a carência de um laço afetivo entre os parentes corroborem o processo , e por conseguinte, inviabilize o apoio e a ajuda necessária aos progênitos. De forma análoga, segundo o Mapa da Violência, a taxa de suicídio no país aumentou cerca de 10% desde 2002. Em consequência dessa ausência parental ou até mesmo escolar, o repúdio social pelo fato de serem diferentes ou por serem vítimas de bullying amplia a autodestruição.

Torna-se evidente, portanto, que há entraves para a erradicação dessa doença psicológica no país. Destarte, cabe ao Governo Federal, por meio de subsídios financeiros e das diretrizes, promover auxílio monetário ao Centro de Valorização a Vida (CCV) e através da Carta Constitucional de 1988, punir e investigar aqueles que influenciam os jogos suicidas e à automutilação, no fito de prestar um apoio social ao CCV, ampliando o número maior de atendimento as vítimas, e também mitigar a influência de tal ato pela mídia. A escola em harmonia com às famílias, deve promover uma maior conscientização sobre o assunto, por intermédio de palestras e reuniões de pais e mestres, além de inserir essa temática na grade curricular, no intento de que esse assunto seja visto como um tabu e que seja encarado efetivamente.