Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/04/2018

O filósofo polônes Zygmunt Bauman afirma que vivemos em uma sociedade líquida, com incapacidade de tomar forma fixa, do modo em que essa desorganização evidencie transtornos. Logo, são necessárias medidas para solucionar o impasse que é decorrente pela insegurança e incerteza na construção de sua vida a qual é responsável pelo surgimento transtornos mentais e a falta de atenção com que são tratados.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de uma economia sólida é um fator determinante para a vulnerabilidade da população, uma vez que adentrar-se, adaptar-se no mercado de trabalho e constituir uma vida confortável é imprescindível que o governo ofereça oportunidades. Segundos dados da ONU, 75% dos suicídios ocorrem em países pobres, em que os mesmos são expostos na mídia a ter uma vida a nível de países ricos, mas que encontram o fracasso ao tentar alcança-los.

Em consequência disso, o tabu com o tratamento de doenças psicomentais como depressão, ansiedade e síndrome do pânico ainda é grande, onde corrobora com o aumento dos números de suicídio. Infelizmente, as doenças psicomentais ainda sofrem o obstáculo ao tratamento, por causa do preconceito que existe em relação à saúde mental, reconhecer a necessidade de um tratamento é o primeiro passo. O estado deve garantir que a população tenha acesso a profissionais para que o indivíduo não se sinta desamparado.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo ofereça mais oportunidades de emprego, por intermédio de investimentos na educação básica, e em seguida em cursos profissionalizantes para que a população não se sinta desamparada. Além disso, é imprescindível que a escola ensine que saúde mental merece atenção e não deve ser ignorada. Juntamente com a midia para que em horários nobres faça alardes para que a população reconheça que um tratamento é indispensável. Assim, com uma saúde mental forte, a fluidez da sociedade não afetará a mesma.