Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/04/2018
No decorrer do processo histórico, as civilizações utilizaram-se da arte para transmitir uma representação do contexto em que estavam inseridas. Seguindo essa lógica, em 2017 a plataforma de “streaming” Netflix lançou a série “Os treze porquês”, recorrendo às ferramentas artísticas da cinematografia para expressar a realidade do suicídio entre os jovens. Diante desse quadro denunciado pela arte contemporânea, é importante analisar as causas desse problema e as iniciativas contra as atitudes suicidas, a fim de propor soluções.
Torna-se válido avaliar, antes de tudo, o contexto em que encontra-se o jovem no brasil. De acordo com a organização social do país, é comum o fim da adolescência ser marcado por imposições das instituições sociais as quais o jovem adulto faz parte. Nesse sentido, pode-se tomar a Sociologia durkheimiana sobre o “Fato social” para ilustrar essa realidade, uma vez que o sociólogo explica o suicídio como uma das consequências da obrigatoriedade do indivíduo em assumir determinados papéis em um grupo. Nessa lógica, as pressões de uma sociedade sobre o a pessoa podem ser elencadas como um dos principais “gatilhos” do ser acionar o extermínio de sua própria vida.
Cabe destacar, diante disso, as ações promovidas a fim de minimizar essa problemática. Em 2018, o Fundo das nações unidas para a infância (UNICEF) lançou um robô no Facebook que representava uma jovem prestes a retirar a própria vida. Nesse momento, o internauta poderia interagir com essa inteligência artificial, de modo empático, e ajuda-la a repensar a decisão. Além dessa iniciativa envolvendo a temática, mês dedicado ao problema, séries e documentários estão sendo desenvolvidos para promover a discussão sobre o suicídio entre jovens. Nesse contexto, nota-se a mobilização positiva das grandes mídias em torno dessa epidemia social, criando meios de fomentar os questionamentos da população.
Fica claro, portanto, que o jovem brasileiro insere-se em um quadro conturbado, capaz de leva-lo ao suicídio. Logo, medidas estão sendo tomadas. Mas, para que sejam efetivadas, deve haver o envolvimento de setores como a escola, a qual precisa utilizar os recursos já desenvolvidos pelas mídias para promover o debate. Tal ação pode ser feita por meio de palestras, de atividades extracurriculares e dos conteúdos transversais. A fim de que, assim, sejam criadas as bases da formação de uma consciência capaz de repensar a realidade denunciada por sua arte.