Caminhos para reduzir a poluição provocada por automóveis
Enviada em 29/07/2023
O movimento de automobilização dos transportes individuais é fruto das transformações urbanas sofridas pelo Brasil no último século desde o Plano de metas de Juscelino Kubitschek. Consequentemente, acarreta, nos dias atuais, a crescente da poluição causada por esses automóveis. É qualidade dos órgãos estatais responsáveis pela infraestrutura, rever alternativas para otimizar os transportes de massa e remediar o impacto ambiental provocado.
À priori, durante o governo de Juscelino Kubitschek, as transformações urbanas e a criação de rodovias, tinham como plano modernizar o país e tornar os automóveis na principal forma de locomoção dos brasileiros. É visível, porém, o malefício que o movimento de automobilização do país gerou, criando aos poucos, problemas de mobilidade urbana. Tendo o gás carbônico como principal poluente liberado pelos veículos e protagonista de inúmeros problemas de trânsito, que em larga escala, liberam toneladas do gás poluente, o Brasil ocupa a quarta posição de países mais poluentes do mundo segundo a pesquisa feita em 2019 pela Carbon Brief.
À posteriori, ao declarar que o dever do Estado é maximizar o bem-estar do povo, o filósofo francês Michel Foucault corrobora o compromisso das autoridades em oferecer políticas de saúde e qualidade de vida eficientes à populção. O contrário, porém, é percebido, dado que o aumento na poluição do ar colabora com o agravamento de problemas respiratórios, que são questões de saúde pública. Isto posto, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) 40 milhões de crianças brasileiras sofrem riscos ambientais principalemente pela poluição do ar, que é majoritariamente causada por veículos automotores. Reforçando assim, a urgência da resolução dessa problemática.
Em prol de garantir a redução da emissão de gases poluentes pelos automóveis, é função da Agência Nacional de Transportes Terrestres garantir a otimização dos transportes de massa e veículos não poluentes, promovendo a ampliação de linhas e estações de metrô para as cidades que carecem das tais e expansão de ciclovias para bicicletas, patinetes elétricos, etc. Tornando, assim, o meio urbano menos agressivo ao meio ambiente e à saúde da população brasileira.